
Junto a Robson Leite.











O Ministério da Educação (MEC) antecipou a lista dos aprovados em primeira chamada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), prevista para domingo (15). O resultado já pode ser consultado no site do programa (www.sisu.mec.gov.br).
Para o segundo semestre de 2012, o Sisu ofereceu 108 mil vagas e recebeu 3,4 milhões de inscrições até o seu encerramento na noite de quinta-feira (12). Os estudantes aprovados deverão comparecer às instituições de ensino de 19 a 20 de janeiro para fazer a matrícula. O participante que foi selecionado para a primeira opção de curso é retirado automaticamente do sistema e perde a vaga se não fizer a matrícula.
Os que forem selecionados para a segunda opção ou não atingirem a nota mínima em nenhum dos cursos escolhidos podem participar da segunda chamada prevista para 26 de janeiro, com matrículas nos dias 30 e 31. Caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizada para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.
Fonte: Agência Brasil
Fonte:http://ne10.uol.com.br/canal/vestibular-2012/noticia/2012/01/13/lista-dos-aprovados-no-sisu-e-divulgada-321148.php
A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) foi a quarta instituição mais procurada pelos estudantes que se cadastraram no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), com 126 mil inscrições. O curso de administração da UFRPE também foi um dos mais procurados, ocupando a 5ª colocação no ranking nacional, com 14.062 inscritos. A UFRPE oferece 80 vagas (somando as 1ª e 2ª entradas) para o curso de administração. A concorrência este ano foi de 175,7 candidato por vaga. No total, a instituição de ensino superior pernambucana oferece 3.240 vagas distribuídas em 41 cursos.
"No ano passado também ficamos na 4ª colocação do Sisu. Além da credibilidade da instituição, o número de inscritos reforça mais uma vez a necessidade de incentivar a democratização do acesso ao ensino superior. Antes de adotarmos o Sisu, há três anos, a soma dos números de inscritos nas Universidades Federal (UFPE), Univasf e UFRPE atingia cerca de 55 mil. Hoje, só a Rural possui 126 mil", afirmou a pró-reitora Acadêmica da UFRPE, Maria José de Sena. Além da Rural, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) também adota o Sisu no seu processo de seleção.
Já a campeã nacional de inscrições do Sisu foi a Universidade Federal do Ceará (UFC), também no Nordeste, com 171.915 inscritos. Na lista das instituições de ensino mais procuradas aparecem na sequência a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em segundo lugar, com 138 mil inscrições, e a Universidade Federal do Piauí (UFPI), em terceiro, com 129 mil.
CURSOS - Entre os cursos, o mais procurado foi análise e desenvolvimento de sistemas, do Instituto Federal de São Paulo (IF-SP), que recebeu 21.935 inscrições. Em seguida aparecem os cursos de ciência e tecnologia da universidades federais do ABC (UFABC) e do Semi-Árido (Ufersa), pedagogia na UFPI, e administração na UFRPE.
BALANÇO - As inscrições do Sisu foram encerradas à meia-noite dessa quinta-feira (12). Nesta edição, 1.757.399 estudantes se candidataram para disputar uma das 108 mil vagas disponíveis em 95 instituições de ensino do País. Cada participante podia escolher até dois cursos, indicando sua prioridade. No total, foram 3,4 milhões de inscrições contabilizadas pelo sistema. O resultado da primeira chamada está previsto para ser divulgado no domingo (15). A partir da divulgação dos resultados, os estudantes aprovados deverão comparecer às instituições de ensino de 19 a 20 de janeiro para fazer a matrícula.
Fonte:http://ne10.uol.com.br/canal/vestibular-2012/noticia/2012/01/13/ufrpe-e-a-4-instituicao-mais-disputada-no-sisu-321176.php
Uma parceria entre o Porto Digital e a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade irá trabalhar a implementação de soluções tecnológicas dentro de um novo conceito que é o das cidades sustentáveis.Foto: Guga Matos/JC Imagem
Depois da crise gerada pela rebelião na Fundação Estadual de Atendimento Socioeducativo esta semana, o Governo do Estado anunciou nesta sexta-feira (13) a exoneração da diretora da Funase, Maria Suzete Lúcio.
A assistente social Maria José Delgado, servidora de carreira da Funase, é a nova responsável pela unidade. Ela assume com a obrigação de assegurar a volta da normalidade no funcionamento da instituição, como também de garantir a completa apuração dos fatos ocorridos na unidade do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife.
"É uma tarefa desafiadora, mas com o apoio da secretária Raquel Lyra e de todo o governo, tenho certeza de que cumpriremos a tarefa", declarou a servidora.
O secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, anunciou a designação da delegada titular da Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração e o Serviço Público (Decasp), Natália Barbosa de Medeiros, para conduzir o inquérito policial que investigará os incidentes na perspectiva criminal.
Já a secretária Raquel Lyra determinou a instauração no âmbito da Funase de dois procedimentos administrativos. A sindicância 005, presidida por Jaime Melo, apura responsabilidades sobre a rebelião da última quarta-feira.
Já a sindicância 006, comandada por Edson Vasconcelos, investiga as denúncias veiculadas pela imprensa para aplicar as punições caso sejam confirmadas.
Também nesta sexta-feira, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou o afastamento do presidente da Funase, Alberto Vinícius.
Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2012/01/13/governo_exonera_diretora_da_funase_122502.php


Preocupado em bem conciliar as atividades políticas do prefeito e as agendas administrativas, o secretário de Governo da Prefeitura do Recife, Henrique Leite (PT), em conversa com Blog de Jamildo, contou que não vê dificuldades em equilibrá-las, uma vez que essa é a terceira vez que o PT disputa uma eleição municipal no Recife sendo situação, tendo levado todas elas.
"A gente precisa ter habilidade para organizar os trabalhos e o tempo da gente. Mas sempre fizemos isso, fizemos nas outras gestões passadas e conseguimos superar. Tanto que elegemos um e elegemos o outro."
Convencido de que o prefeito João da Costa vem tendo um bom desempenho na gestão do município, Henrique conta com os frutos a serem colhidos ao longo do primeiro semestre para fortalecer ainda mais a candidatura para a reeleição, por isso garante que a prioridade é seguir trabalhando, apesar de saber que a pressão da oposição tende a aumentar.
"A gente vai continuar o trabalho e colher os frutos, automaticamente entraremos no período eleitoral propriamente dito. Continuamos preocupados com a gestão, vamos seguir trabalhando. Ano eleitoral é ano eleitoral, a pressão é grande para qualquer gestor que pleiteia a reeleição. Mas isso a gente já previa. Por isso é importante também saber colher os frutos que a gente plantou sem deixar, em hipótese alguma, de trabalhar cada vez mais para a população do Recife."
Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2012/01/12/para_henrique_leite_eleicao_nao_compromete_ultimo_ano_do_mandato_de_joao_da_costa_122412.php
Sem alarde, o corregedor geral em exercício, desembargador Jones Figueiredo, determinou, na terça-feira, inspeção nos cartórios de Registro Civil da Capital e Interior para garantir que seja indagado à mãe solteira, como manda a lei, o nome do suposto pai da criança que estiver registrando.
Feito isto, cópia do registro e do nome do pai deve ser encaminhada ao juiz que, de oficio, procederá à investigação para determinar a paternidade, caso o pai indicado não a assuma espontaneamente.
“A busca do pai deve ser travada no berço das origens, quando a criança tem registro no cartório”, diz o corregedor.
A inspeção será realizada pelos juizes corregedores auxiliares para o Serviço Extrajudicial da Capital e do Interior.
Nos 15 cartórios do Recife, ela ocorre até o dia 18/01. No Interior, será feita de 19 de fevereiro até 3 de março.
De acordo, ainda, com a determinação do corregedor Jones Figueiredo, tanto a averbação do registro (no caso de o suposto pai assumir a paternidade) quanto o procedimento administrativo realizado na Vara de Família, são gratuitos.
Neste primeiro momento, a inspeção ocorrerá no Recife e nas cidades de Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo (Distrito de Pontes de Carvalho e Jussaral); Camaragibe; Igarassu (e distrito de Três Ladeiras); Ipojuca (e distritos de Camela e Nossa Senhora do Ó); Itamaracá; Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes (com Cavaleiro e Prazeres); Moreno, Olinda; Paulista (com Paratibe e Pau Amarelo) e São Lourenço da Mata.
Fonte:http://blogdoroberto58.blogspot.com/2012/01/bolsa-familia-promove-atendimento-aos.html
Tiroteio não cessa
O ministro Fernando Bezerra (Integração) se saiu muito bem, ontem, no seu depoimento à Comissão Especial do Congresso. Seguro e afirmativo, levou aos senadores e deputados informações oficiais, com números de cor e salteado, sobre a tragédia das enchentes em resposta às acusações de ter privilegiado Pernambuco.
Recorreu pouco ou quase nada a assessores, porque revela, sem dúvida, domínio absoluto da situação. FBC é bom na adversidade. Lá atrás, quando enfrentou um batalhão de jornalistas após as primeiras acusações, já havia demonstrado competência e amplo conhecimento da área.
O ambiente de ontem, corroborado pela maioria governista, contribuiu para elevar a auto-estima do ministro, mas resta saber se, a partir de agora, cessa o tiroteio. Provavelmente, não.
Os ataques saíram da seara dos supostos privilégios a Pernambuco para o passado dele como gestor em Petrolina, descambando para o campo pessoal até chegar à sua família – parentes que teriam sido protegidos ou nomeados.
Por Jamildo Melo
Acabou ainda há pouco, depois de cerca de cinco horas, a sessão conjunta do Congresso Nacional, convocada para que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, desse explicações a deputados e senadores sobre o suposto benefício ao Estado de Pernambuco na concessão de verbas antienchentes, entre outras denúncias, como suposto nepotismo na Codevasf.
Mesmo com recesso parlamentar, a base governista acompanhou em peso as explicações. Disposto a evitar um desgaste com o PSB, partido de Bezerra, o Planalto teria orientado os governistas a blindarem o ministro. O deputado federal Wolney Queiroz (PDT/PE), por exemplo, decidiu interromper o recesso para acompanhar e apoiar o ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho durante sessão no Congresso Nacional.
Seguiu-se o teatro de sempre, com deputados da base aliada louvando a figura de FBC e os poucos deputados de oposição tentando apontar alguma contradição.
O senador petebista Armando Monteiro Neto foi um dos que saiu em sua defesa. “Na minha terra se diz que ninguém é bom ou ruim de repente. Sia trajetória o credencia. Essas acusações não se susntentam. Não encontrei nada que o desabonasse, vá em frente, ministro!”, afirmou AMN.
Apresentando números globais, FBC provou que não privilegiou Pernambuco.
Os números divulgados por Fernando Bezerra Coelho mostram que o sistema de prevenção de enchentes teve em 2011 R$ 2,2 bilhões empenhados (promessa de pagamento), sendo que 56% foi para o Sudeste, 24% para Nordeste, 11% para Sul, 5% para o Norte e 4% para Centro-Oeste. Na divisão estadual, São Paulo recebeu 26%, Rio de Janeiro 18%, Minas Gerais 11% e Pernambuco 9%. O ministro admitiu que dos recursos pagos por sua pasta 90% foram para Pernambuco, cerca de R$ 98 milhões, sendo que isso representa 45% do empenhado. Dos valores totais alocados em prevenção, a pasta da Integração Nacional tem apenas 12% dos recursos, disse o ministro. O restante estaria espalhado em outros ministérios, como o das Cidades e outras pastas.
“Somente São Paulo recebeu 26% do sistema de prevenção. 56% dos recursos federais foram para o Sudeste, não é verdade que Pernambuco tenha sido privilegeiado”, observou Protóegnes Queiroz.
O socialista Rodrigo Rollemberg, do DF, abordando indiretamente o preconceito contra a região Nordeste, citou que, no exato momento em que a discussão era travada, o site do governo de São Paulo informava investiomentos federais da ordem de R$ 6,1 bilhões para São Paulo. “Não se vê a reclamação por São Paulo (estar sendo privilegiado). E olha que Pernambuco entrou com contrapartida de 50% (para a construção das barragens)”, comparou
O senador do DF também citou os repasses de verbas a estados como Rio de Janeiro e São Paulo, em outras ações do ministério que não a de prevenção, para exemplificar a distribuição equilibrada de recursos da pasta pelo Brasil. O senador culpou a política histórica do país de não dar atenção aos mais pobres pelos questionamentos atuais acerca dos investimentos em Pernambuco.
Pernambuco
Dos R$ 98 milhões empenhados pelo ministério em favor de Pernambuco, explicou o ministro, R$ 70 milhões foram destinados à construção de cinco barragens na bacia dos rios Serinhaém e Mundaú, como forma de evitar desastres de grandes proporções similares aos de 2010. Uma das críticas à atuação do ministro era um suposto "privilégio" para seu estado de origem.
O repasse de quase 70 milhões teve aprovação do Ministério do Planejamento, da Casa Civil e da própria Presidência da República. Ele explicou que não foram usados recursos do PAC por não haver previsão na dotação do programa para o inicio das barragens.
O governo de Pernambuco, então, solicitou que se usassem recursos da Defesa Civil para o começo das obras, com amparo em decisão técnica, para combater a situação que causou prejuízos materiais acima de R$ 2 bilhões a produtores agrícolas e industriais.
Omissão dos municípios
Em um discurso de mais de meia hora, o ministro FBC fez questão de frisar e dividir a responsabilidade sobre a distribuição dos recursos de prevenção de desastres com outros ministérios e com o Palácio do Planalto.
O ministro também apontou a falta de estrutura da pasta, com corpo técnico defasado, como um dos entraves para uma melhor divisão dos recursos. "Ao longo de 2011, o ministério recebeu 3.000 propostas de prevenção. Nós temos um corpo de 18 técnicos para avaliar essas propostas."
Nepotismo
Sobre as acusações de nepotismo na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Paraíba), que teve seu irmão na direção da empresa interinamente por quase um ano, disse que pessoalmente nunca fez indicações.
Ele fez questão de ressaltar que, em 30 anos de vida pública, não há nenhuma condenação contra ele em qualquer instância do Judiciário. O ministro disse ainda que não deixou um questionamento sem resposta.
Ajuda a Petrolina e ao filho
No sábado, o jornal Folha de São Paulo divulgou que o filho do ministro, Fernando Coelho (PSB-PE), foi o deputado federal que teve o maior volume de recursos de emendas liberados em 2011 pela pasta do pai, superando 219 colegas. Os R$ 9,1 milhões foram destinados à Codevasf, comandada pelo irmão do ministro até ontem. Dinheiro de emenda do deputado de 2010 foi parar em redutos eleitorais em Petrolina, onde ele é pré-candidato à prefeitura.
Ao se defender de que teria privilegiado o filho, deputado Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), na liberação de emendas, ele sustentou que 54 deputados tiveram 100% dos valores empenhados.
De um montante de R$ 366 milhões pra prevenção, disse o ministro, R$ 106 milhões foram provenientes de emendas parlamentares individuais ou de bancada, mas ele ressaltou que a pasta da Integração Nacional não tem capacidade de decidir pelo seu empenhamento.
Dos R$ 259 milhões empenhados na Integração Nacional, disse o ministro, uma parte dos recursos foi destinada para ampliação de um centro de prevenção de desastres, que aguarda a contratação de profissionais concursados, para ampliar sua capacidade operacional.
O ministro observou ainda que cerca de R$ 219 milhões foram transferidos a estados e municípios pelo ministério em 2011, quando deram entrada na Integração Nacional mais de 3 mil propostas na área de prevenção.
Fernando Bezerra Coelho comentou que os estados e municípios até agora não entraram com "nenhum centavo" no Fundo de Calamidade Pública, aprovado em 2010. Isso ocorre, afirmou, porque o fundo não tem premissa que atraia a atenção das unidades da federação. Ele também lembrou que os relatórios de duas comissões do Congresso Nacional trazem sugestões para que o fundo possa investir na área de prevenção.
Ataques ao PSB
Na audiência, FBC também disse que as denúncias de irregularidades em sua gestão e as acusações de nepotismo têm o objetivo de "atacar" o PSB. "O que se quer nessa campanha é atacar não só minha imagem, mas do meu partido. Sei relevar os ataques, sei aceitar as críticas, isso faz parte da democracia, mas é preciso também não atacar e não denegrir a imagem das pessoas."
“Não há contas julgadas irregulares, nem no TCE [Tribunal de Contas do Estado] nem no TCU [Tribunal de Contas da União], não existe nenhuma condenação por improbidade ou ação criminal em qualquer instância do Judiciário - afirmou, ressaltando que todos os questionamentos levantados pela imprensa foram prontamente respondidos em 13 notas de esclarecimento”.
Momentos de humor
Apesar de chata, modorrenta, em sua maioria, a sessão teve pequenos momentos de diversão. O folclórico deputado pernnambucano Sílvio Costa, do PTB, chamou a atenção, como de costume. Numa da intervenções, provocou a oposição. “Temos só dois deputados da oposição aqui. Eles não terão o que dizer, mas eu estou curioso”, afirmou, arrancando gargalhadas do plenário.
No segundo momento, interpelou o presidente do Senado, José Sarney, sobre a decisão de prorrogar a audiência pública, sem consultar o plenário. “Como é o nome deste deputado?, perguntou Sarney a secretária da mesa diretora. Sílvio Costa reclamava em nome dos deputados que gostariam de voltar aos seus estados e estavam com medo de perder o avião em função do adiantado da hora. Uma voz parecida com a do senador Armando Monteiro Neto soltou um chsite. “A liderança está liberada para voar”, satirizou.
Outro momento de humor envolveu o deputado Henrique Eduardo Alves, do PMDB do Rio Grande do Norte.
O ministro havia dito que, em 2001, no que se refere às emendas parlamentares individuais, a pasta da Integração Nacional teve empenhados R$ 283 milhões, beneficiando em primeiro lugar o PMDB, seguido do PT, PSDB, DEM, PR, PP e outras siglas.
“Foi algum descuido do PT”, ironizou o parlamentar.
Transposição e Transnordestina
Na audiência, respondendo a um questionamento do deputado Mauro Benevides, do PMDB do Ceará, o ministro FBC anunciou que, na próxima semana, o Ministério da Integração Nacional estará retomando três novas frentes de trabalho da transposição, depois de encerrada uma fase de renegociações de contratos. Também prometeu apressar a transnordestina, no trecho que leva a estrada de ferro de Missão Velha até o Porto de Pecém. “O compasso da transnordestina é modorrento e inexplícável”, reclamou o parlamentar cearense.
Pau na imprensa
O deputado Paes Landim (PTB-PI) deu os parabéns ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, por sua atuação e criticou o comportamento "absurdo" da imprensa quanto à indicação do tio do ministro, Oswaldo Coelho, para a Comissão de Irrigação. Paes Landim explicou que houve uma divisão na família Coelho, o que tornou Oswaldo Coelho adversário de Fernando Bezerra, e classificou a nomeação como um "gesto de grandeza" da parte de um ministro que "honra o Nordeste".
O deputado Amauri Teixeira (PT-BA) manifestou apoio pela forma com que Fernando Bezerra Coelho conduz o Ministério da Integração. Segundo ele, a ação do ministro não pode ser inibida por esses episódios, pois a mídia do Sudeste reage sempre que o Nordeste é contemplado. O deputado defendeu a liberação de mais recursos para atender estados nordestinos.
Demora na liberação
Durante a reunião da Comissão Representativa do Congresso Nacional, nesta quinta-feira (12), a senadora Ana Amélia (PP-RS) lamentou a demora na liberação de recursos para alguns municípios atingidos por catástrofes naturais. A reunião foi realizada para ouvir o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que tem sido alvo de denúncias publicadas pela imprensa.
- Em acidentes climáticos no ano passado, muitos municípios com toda a documentação elaborada não receberam nenhum tostão - afirmou a senadora, que também cobrou um investimento maior em ações de prevenção.
O ministro explicou que o governo tem feito esforços para realizar obras de prevenção, mas admitiu que o processo de liberação de recursos para localidades atingidas ainda é lento.
- A presidenta Dilma já recomendou e orientou que quer que os recursos de prevenção alocados em todos os ministérios possam ter uma tramitação célere e prioritária - disse
Sem abordar as denúncias relacionadas à atuação do ministro, o senador Blairo Maggi (PR-MT) aproveitou para cobrar verbas de emergência para o Mato Grosso, no valor de R$ 30 milhões, sobretudo para o município de Colniza, que teve pontes destruídas no ano passado. Madeireiros e empresários locais arcaram com os custos da reparação.
Números contraditórios ?
Para o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), as explicações do ministro da Integração, Fernando Bezerra, não encontram eco nos números e iniciativas do governo. Desde 2004, cresceram de forma exponencial todos os recursos destinados à reparação em casos de desastres ambientais, enquanto as verbas destinadas à prevenção declinaram, afirmou citando estudo da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO).
Em resposta ao deputado, Fernando Bezerra disse que há pleitos, como recapeamento de ruas, que não se caracterizam como ações da Defesa Civil, o que impede o ministério de fazer seu enquadramento como obras de prevenção.
O ministro explicou ainda que obras de macrodrenagem estão alocadas no Ministério das Cidades, e não na Integração Nacional, que se concentra em projetos de erosão marinha e fluvial.
No ano passado, disse o ministro, o governo gastou mais de R$ 1,1 bilhão em obras em todo o Brasil, sendo São Paulo o estado mais contemplado, com projetos de macrodrenagem, contenção de cheias, proteção de morros e regularização fundiária e urbana, entre outros.
O deputado Alexandre Leite (DEM-SP), por sua vez, salientou a responsabilidade do ministério diante do país inteiro. Apesar de entender que Pernambuco merece até mais recursos do que os repassados, o deputado criticou o governo pela disparidade na liberação, afirmando que uma fatia pequena de verba foi destinada a resposta a desastres em outros estados. O deputado ainda fez ressalvas à política de enfrentamento de catástrofes por entender que "é melhor prevenir do que remediar".
O ministro esclareceu os critérios de seleção e hierarquização de projetos em sua pasta, com ênfase nas propostas apresentadas à Secretaria Nacional de Defesa Civil. Em sua avaliação, são frequentes as demandas de obras não cobertas pelo Ministério da Integração Nacional, que tem como prioridades a contenção de cheias e a prevenção à erosão.