Mercado promete mais de 90 lançamentos, com preços e tamanhos diferentes. Tem até ovo com sabor caipirinha
Bruna Siqueira Campos
De ovo sabor caipirinha à imagem de Justin Bieber: a Páscoa deste ano promete ser ainda mais democrática. Com ovos que trazem desde receitas inusitadas a ídolos teen nas embalagens, passando pela mistura de formatos e variedade de brindes que tanto agradam ao público infanto-juvenil, a indústria não poupou criatividade para aumentar o faturamento do setor. A partir da quarta-Feira de cinzas, quando o varejo oficializa o fim do carnaval e dá a largada para as vendas de Páscoa, serão postos no mercado mais de 90 novos produtos, com preços cujo tíquete médio deve se manter em R$ 50, segundo os fabricantes vinculados à Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab).
Para garantir que o consumidor não poupe seus reais na hora das compras, a disputa entre as maiores empresas do segmento é acirrada. Indústrias como a Lacta, que está completando cem anos, começam a definir estratégias e a pensar em novos produtos com 18 meses de antecedência. Tudo em nome de se descobrir as tendências de consumo no país, que já responde pelo quarto maior mercado mundial de chocolates, atrás apenas dos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. Líder desse segmento há 15 anos, em 2012 a empresa ampliou os investimentos em marketing em 45%. “O mercado brasileiro era muito básico, mas o aumento de renda da população e a concorrência no setor vêm mudando os gostos”, avalia Patrícia Borges, gerente de grupo da Lacta.
Entre as diferenças percebidas pela indústria estão a maior proximidade de referências internacionais, já que no exterior a preferência é por ovos menores – os de 750 gramas são exclusividade nacional –, além da simpatia por produtos com maior gramatura de cacau, mais amargos. Fora isso, há o crescimento de marcas gourmet, que longe das grandes redes de supermercados fidelizam o consumidor o ano inteiro, em lojas de marca própria. O Grupo CRM, detentor das marcas Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau, por exemplo, planeja abrir mais cem lojas no país até dezembro.
Sobre a época mais aquecida do ano para o setor chocolateiro, a CRM calcula que 30% de seu faturamento será garantido agora, entre os meses de março e abril. Para isso, serão 476 toneladas de itens sazonais, um aumento de 28% na produção da fábrica de Extrema, em Minas Gerais. Para fisgar o consumidor em meio a tantas novidades, a empresa aposta em uma fórmula que promete ser o destaque desta Páscoa: os ovos com recheio para serem comidos de colher. Há opções que vão de competitivos R$ 34,90 até salgados R$ 119,90.
Concorrente tanto em conceito de produtos quanto em formato de negócio, a Cacau Show é outra marca que apostará na dupla recheio e colher, com três sabores diferentes. Segundo o presidente da franquia, Alexandre Costa, serão ao todo 53 itens, sendo 14 lançamentos. “Produziremos 2,3 mil toneladas de chocolate só nesta Páscoa”, avisa o executivo, que tem uma meta audaciosa: concentrar 28,7% das vendas da época.
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2012/02/12/economia11_0.asp
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