Comissão do IFPE visita terreno no Cabo de Santo Agostinho. Foto divulgação IFPE
Dos terrenos apresentados pela prefeitura de Jaboatão, o de Cavaleiro precisaria de muitas desapropriações e o de Prazeres é menor do que o tamanho exigido pelo MEC. Para o Cabo não não foram divulgados empecilhos
Com informações do site do IFPE – Após o anúncio de que poderiam ficar de fora da terceira fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação, vários municípios pernambucanos começaram a se movimentar para encontrar áreas que possam abrigar os novos campi do Instituto.
É o caso de Jaboatão dos Guararapes que foi visitado dia 06 de março pela reitora do IFPE, Cláudia Sansil, e pelo membro da Comissão de Expansão, professor Wamberto Junior. Os gestores foram recebidos pelo secretário executivo de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Jackson Rocha, que apresentou duas novas propostas de locais para a implantação do novo campus na cidade.
O primeiro terreno, com aproximadamente cinco hectares de área útil, fica localizado próximo ao mercado central de Cavaleiro e já abrigou a antiga Febem. A propriedade ainda pertence ao Governo do Estado, mas está em processo de cessão de uso para a Prefeitura de Jaboatão. A área está inserida no projeto de reestruturação de Cavaleiro, que ainda não teve o calendário definido pela prefeitura.
Terreno em Cavaleiro, Jaboatão. Foto divulgação IFPE
Na avaliação do professor Wamberto, que é engenheiro e compõe a subcomissão de estrutura, o terreno é muito irregular e possui muitas áreas de desapropriação. “Para iniciarmos a construção, seria necessária a desapropriação de muitos imóveis que estão nas áreas de acesso, o que levaria algum tempo”, avaliou.
A outra proposta fica em Prazeres, em frente à fábrica da Vitarella. A principal dificuldade a ser enfrentada seria o tamanho do terreno que é um pouco inferior às dimensões mínimas exigidas pelo Ministério da Educação. “A área possui 1,8 hectares. O Governo Federal exige que a área a ser doada para a construção do campus do Instituto tenha, no mínimo, dois hectares”, afirmou Wamberto.
A reitora Cláudia Sansil não deu parecer definitivo, dizendo que a decisão sobre a escolha dos terrenos será de forma conjunta com toda a comissão: “Quero esgotar todas as possibilidades, pensando no melhor para a instituição e para o futuro dos jovens pernambucanos”.
No Cabo de Santo Agostinho não foram constatados problemas de nenhuma ordem. Foram apresentadas pela municipalidade também duas opções, sendo uma no Loteamento Garapu, onde hoje funciona o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), com 4,9 hectares, a poucos metros da PE-60, bem vizinho a uma escola modelo do município, e uma área de aproximadamente dez hectares, localizada próxima ao Sesi.
Na visita, a equipe do IFPE foi recebida pelo representante da Secretaria de Educação do Cabo, Elias Santos. Segundo ele, está em atividade no local apenas uma creche que poderá ser relocada sem problemas para uma outra escola próxima. “A implantação do Instituto aqui não traria impacto social algum, ao contrário, traria benefícios para a população dessa região. Dependemos também do termo de cessão por parte do Estado que deverá sair em, no máximo, 60 dias”, enfatizou Elias. “O terreno é bem localizado, com poucas intervenções. Pronto para começar a construir”, acrescentou Wamberto.
Fonte:http://www.gazetanossa.net.br/index.php?option=com_content&view=article&id=895:escolas-tecnica-em-jaboatao-e-cabo-tem-nova-avaliacao-de-terrenos&catid=73:metropolitana
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