Agência Brasil (São Paulo) – A presidenta da República, Dilma
Rousseff, disse nesta quinta-feira (5), em São Bernardo do Campo, que o
seu legado será ter avançado na melhoria da saúde pública, dando
sequência ao que começou a ser feito no mandado de seu antecessor Luiz
Inácio Lula da Silva. Segundo Dilma, seu objetivo é fazer com que o
serviço público de saúde dê assistência em toda a cadeia de atendimento.
“Falo em partes incompletas, porque quando o presidente Lula chegou
ao governo havia as unidades básicas de Saúde e os hospitais, mas no
meio não tinha nada. Daí a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) para
construir essa cadeia que vai do postinho até o hospital”, disse a
presidenta, durante discurso na inauguração da UPA de São Bernardo do
Campo.
Dilma ressaltou que o atendimento no sistema público de saúde precisa
ser mais humanizado porque as pessoas doentes ficam fragilizadas e
precisam não só do atendimento médico, mas também de atenção com
qualidade e respeito. Ela reconheceu que a saúde pública tem falhas e
destacou que para sanar esses problemas é preciso parcerias entre as
três esferas de governo.
“Queremos o atendimento humano com respeito e tendo aquele médico que a pessoa procura, aquela enfermeira de que está precisando. Sabemos que uma parte fundamental do tratamento é o acesso e o tratamento de qualidade. A UPA é para buscar garantir esse atendimento com a pessoa no centro do problema”.
“Queremos o atendimento humano com respeito e tendo aquele médico que a pessoa procura, aquela enfermeira de que está precisando. Sabemos que uma parte fundamental do tratamento é o acesso e o tratamento de qualidade. A UPA é para buscar garantir esse atendimento com a pessoa no centro do problema”.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que é muito bom ter um
prédio bonito e equipamentos novos, mas a alma de um serviço de saúde
pública são os trabalhadores. Ele destacou que o governo ficará atento e
fiscalizará o serviço. “Vamos avaliar a qualidade do atendimento e se
for cumprido o que foi determinado dobraremos os recursos para apoiar a
contratação de profissionais”. A UPA na Grande São Paulo funcionará 24
horas por dias, inclusive nos finais de semana, e fará atendimentos de
urgências e emergências de baixa e média complexidade. A capacidade de
atendimento será de até 350 pessoas por dia e haverá 14 leitos.
Foram investidos R$ 7,7 milhões na obra, dos quais R$ 2 milhões do
governo federal e o restante da prefeitura. Esses valores abrangem a
desapropriação do terreno, infraestrutura, construção, os equipamentos e
o mobiliário. Até o final do ano, mais uma unidade será aberta
completando nove UPAs na cidade.
As UPAs são unidades de alta complexidade que englobam uma rede de
atendimento às emergências que agem em conformidade com a Política
Nacional de Atenção às Urgências. A estratégia de atendimento está
ligada à ação do Serviço Móvel de Urgência (Samu), que organiza o
atendimento e encaminhar o paciente para o serviço adequado. O governo
inaugurou simultaneamente unidades em Porto Seguro, na Bahia, e no
Recanto das Emas, no Distrito Federal.
Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=34492
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