Dos 72 entrevistados pelo estudo, 42,8% afirmaram ter levado uma queda ou sofrido uma queimadura em casa
Consuelo Inojosa fez adaptações na sua casa.
Uma pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) apontou que acidentes em ambientes domésticos são frequentes entre os idosos. O levantamento feito pela arquiteta Márcia Hazin mostrou que 42,8% dos alunos da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI) - entre 60 e 82 anos - já haviam sofrido algum tipo de acidente. A queda (relatada por 87,5% dos entrevistados) é ocorrência que representa maior risco aos idosos.
A inadequação das residências às limitações impostas pela idade se relacionam diretamente aos acidentes entre os mais velhos. “As pessoas envelheceram, mas as suas casas e formas de morar não. As residências permanecem as mesmas, não considerando as alterações funcionais da pessoa idosa”, concluiu a pesquisadora. A percepção dos idosos sobre o próprio lar, por outro lado, é positiva. “Um significativo percentual de 95% dos entrevistados acreditam que suas casas são adequadas à rotina diária, ou seja, eles não conseguem perceber as barreiras existentes nas residências”, pontuou Márcia Hazin.
A casa da advogada aposentada Consuelo Inojosa, 78 anos, não é mais a mesma. Os tapetes onde a filha costumava brincar na infância tiveram que ser doados. As paredes do banheiro ganharam barras de ferro. A cama também foi adaptada à nova realidade da dona. As mudanças precisaram ser feitas depois que Consuelo levou “quedas incontáveis”, segundo ela mesma relata.
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