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terça-feira, 19 de abril de 2016

Sem verba, IBGE adia Censo Agropecuário e cancela concurso

Inscritos no processo seletivo terão os valores das inscrições reembolsados, informou o instituto


Com um corte em seu orçamento, o IBGE decidiu adiar a realização do Censo Agropecuário, que iria a campo em 2017, uma importante pesquisa que inclui informações sobre segurança alimentar e agricultura familiar.
Com isso, o concurso para preenchimento de 1.409 vagas temporárias, destinadas ao censo, foi cancelado. Os inscritos no processo terão os valores das inscrições reembolsados, informou o IBGE. O orçamento do Censo Agropecuário foi reduzido em janeiro deste ano, de R$ 330,8 milhões para R$ 266,8 milhões na LOA (Lei Orçamentária) aprovada pelo Congresso Nacional.
Nos últimos meses, o IBGE vinha negociando com o Ministério do Planejamento a recomposição deste orçamento para preparar a pesquisa, o que inclui, por exemplo, a compra de equipamentos.
"Diante dessa realidade, o Censo Agropecuário está adiado, e uma nova data para sua realização está condicionada à liberação dos recursos necessários em tempo hábil à organização da operação", informou o instituto.

Esta não é a primeira vez que a pesquisa é adiada. Dois anos atrás, após um corte no orçamento, o IBGE decidiu adiar o Censo de 2015 para 2017.Segundo o IBGE, as demais pesquisas previstas para este ano seguem preservadas "até o momento".
O censo agropecuário levanta informações que vão desde a segurança alimentar e agricultura familiar, a questões macroeconômicas, como preço dos alimentos e balança comercial, incluindo temas de sustentabilidade e preservação ambiental.
Fonte:http://www.folhape.com.br/economia/2016/4/sem-verba-ibge-adia-censo-agropecuario-e-cancela-concurso-0255.html

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Dilma reafirma promessa de reduzir a conta de luz



Em meio à polêmica à falta de interesse de 14 concessionárias de energia em renovar a concessão nos moldes desejados pelo governo, a presidente Dilma Rousseff voltou a prometer nesta quarta-feira, 17, a redução da conta de luz dos brasileiros a partir de janeiro do ano que vem.


“Pagamos toda a universalização, então uma parte do que a gente recolhia para fazer isso estamos devolvendo para o povo. É por isso que vamos reduzir a conta de luz em janeiro”, afirmou Dilma, durante a inauguração da usina hidrelétrica de Estreito, na divisa do Tocantins com o Maranhão.

Dilma ocupou cadeia de rádio e televisão na véspera do feriado de 7 de setembro para anunciar que renovaria as concessões do setor elétrico que venceriam nos próximos anos, obtendo ao mesmo tempo uma redução de 16,2% na conta de luz do consumidor e de até 28% para a indústria, que consome mais. Parte da estratégia visava a aceitação dos termos pelas atuais concessionárias, mas ontem a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que 14 empresas informaram não ter interesse na renovação.

A presidente fez um discurso durante inauguração da usina de Estreito, que a partir de hoje pode injetar até 1.087 megawatts (MW) de energia no sistema interligado nacional. A concessão foi feita antes da alteração do marco regulatório do setor, mas foi construída sob as novas regras. “Inaugurar essa usina de Estreito é para mim hoje um momento especial porque estamos comemorando anos a fio de dedicação, trabalho, empenho e teimosia”, afirmou. “Porque tem muito de teimosia para fazer essa usina, considerando todos os problemas de ordem institucional, regulatório e de equacionamento econômico e financeiro.” As informações são do Estadão.