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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Corpo de Mandela é enterrado na cidade onde passou a infância


Ícone da luta pelos direitos humanos, contra o racismo e as desigualdades, foi enterrado neste domingo












África do Sul (Pretória) – Depois de dez dias de funeral, o corpo do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, ícone da luta pelos direitos humanos, contra o racismo e as desigualdades, foi enterrado neste domingo (15), por volta das 12h40 (8h40 no horário de Brasília), em Qunu, onde ele passou a infância e também estão os restos mortais de três de seus filhos. Apenas 450 pessoas participaram da última parte do funeral. O túmulo onde o caixão foi colocado estava rodeado de flores brancas.

A partir de então, não foram mais permitidas a captação e a transmissão de qualquer imagem. A imprensa não teve acesso ao local –  uma área rural, onde a família de Mandela tem uma fazenda e onde se cultivam tradições seculares. De acordo com os organizadores, membros da tribo à qual Mandela pertencia realizariam um ritual de sacrifício animal, parte do processo de comunicação com os ancestrais, para que o espírito da pessoa descanse.

Antes do enterro, uma cerimônia para cerca de 4.500 pessoas foi realizada, durante três horas e 40 minutos, em uma grande estrutura coberta, construída na propriedade da família especialmente para o funeral. Entre os presentes, além da família, personalidades da África do Sul e de todo o mundo, como o príncipe herdeiro do Reino Unido, Charles, a apresentadora de TV norte-americana Oprah Winfrey, e chefes de Estado de países africanos.

O caixão com o corpo de Mandela chegou ao local carregado por militares, após percurso feito por um caminhão, acompanhado por centenas de homens das Forças Armadas que marchavam ao som de uma banda. Tiros de canhão foram disparados durante o trajeto. Um coral de muitas vozes, acompanhado de uma orquestra sinfônica, cantou na entrada do caixão e em outros momentos da cerimônia.

Com uma grande imagem de Mandela ao fundo e 95 velas acesas representando cada ano que ele viveu, amigos, colegas de luta e dois netos discursaram durante o evento, relembrando passagens da vida do ex-presidente e agradecendo sua contribuição para o país, o continente e o mundo. Entre eles, estavam os presidentes da África do Sul, Jacob Zuma, da Tanzânia, Jakaya Kikwete, do Malaui e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, Joyce Banda.

Dúvida nos últimos dias, o vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1984 por sua luta contra o apartheid (regime de segregação racional que vigorou no país no século passado), o arcebispo emérito da África do Sul Desmond Tutu, compareceu ao evento. Crítico do governo Zuma, ele tinha dito que não compareceria por não ter sido convidado e para não causar constrangimento à família Mandela. O governo, que organizou a cerimônia, informou ontem que houve um mal-entendido e que o nome de Tutu estava na lista de convidados.

Nandi Mandela, neta do símbolo do ex-presidente, fez o público presente rir lembrando alguns momentos de seu avô e disse que a maioar lição que ele deixou foi fazer sempre o bem e mostrar que, dentro de cada um, está a capacidade fazer o que se quer da vida. “Sentiremos saudades de sua voz severa, de quando estava aborrecido, de seu riso, porque tinha um grande senso do humor, e de suas histórias, pois era um grande contador de histórias.”

Amanhã (16) comemora-se o Dia da Reconciliação na África do Sul. Maior símbolo dessa reconciliação, com a luta bem-sucedida pelo fim da segregação racial em seu país, Mandela terá uma estátua de nove metros de altura, que será inaugurada amanhã. Com os braços abertos, a imagem receberá, a partir desta segunda-feira, os visitantes que forem ao Union Buildings, sede do governo do país.


Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=142969

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Dilma: Mandela foi a maior personalidade do século 20


Agência Brasil (Brasília) – A presidenta Dilma Rousseff discursou há pouco na cerimônia de homenagem a Nelson Mandela em Joanesburgo, na África do Sul e disse que ele foi a maior personalidade do século 20. Dilma foi um dos líderes mundiais escolhidos para prestar tributo ao líder sul-africano nesta terça-feira (10). Barack Obama e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon também discursaram. Os presidentes cubano Raúl Castro; da Índia, Pranab Mukherjee; da Namíbia, Hifikepunye Pohamba; e o vice-presidente da China, Li Yuanchao, também se pronunciar na cerimônia.

“Nelson Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos maiores processos de emancipação do ser humano da história contemporânea: o fim do apartheid na África do Sul. O combate de Mandela e do povo sul-africano se transformou em um paradigma para todos os povos que lutam pela justiça, pela liberdade e pela igualdade”, disse a presidenta Dilma.

Para ela, o apartheid foi a forma mais elaborada e cruel da desigualdade social e política que se tem notícia nos tempos modernos. “Esse grande líder teve seus olhos postos no futuro do país, do mundo e de toda África”, disse Dilma.

A presidenta falou do orgulho de ter o sangue africano nas veias e lamentou a morte do líder. “Choramos e celebramos esse homem que faz parte do panteão da humanidade. Viva Mandela para sempre”, concluiu a presidenta.

O discurso de Dilma Rousseff é um dos vários que serão feitos hoje, ao longo da cerimônia de tributo a Mandela, no Estádio Soccer City, que tem capacidade para 80 mil pessoas. Estima-se que o evento seja um dos maiores da história, em relação ao número de chefes de Estado e de governo reunidos. De acordo com o governo sul-africano, foi confirmada a presença de 90 representantes.


Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=142072

Dilma será uma das oradoras em missa para Mandela

A presidente da República embarcou nesta segunda-feira (9) para a África do Sul ao lado de ex-presidentes brasileiros (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)











A presidente Dilma Rousseff (PT) será uma das oradoras na missa em homenagem ao ex-presidente da África do Sul e Nobel da Paz, Nelson Mandela, falecido na última quinta-feira (5), segundo informou o Palácio do Planalto. A homenagem será realizada nesta terça-feira (10), em Johanesburgo.

Antes da petista, o presidente estadunidense, Barack Obama, também fará discurso na cerimônia. Depois de Dilma, falam o vice-presidente da China, os presidentes da Namíbia, Índia e Cuba.

A presidente da República embarcou nesta segunda-feira (9) para a África do Sul ao lado dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. A missa em homenagem a Mandela está prevista para as 11h, no horário local (7h, horário de Brasília).


Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=141939

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Nelson Mandela morre aos 95 anos

Responsável pelo fim do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid, Nelson Mandela, de 95 anos, morreu hoje (5) em decorrência de problemas respiratórios (Foto: Reprodução/Internet)










Agência Brasil (Brasília) – Responsável pelo fim do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid, Nelson Mandela, de 95 anos, conquistou o respeito de adversários e críticos devido aos esforços em busca da paz. Ele foi o primeiro presidente negro da África do Sul, de 1994 a 1999, e recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993. Mandela morreu hoje (5) em decorrência de problemas respiratórios.
O líder ficou conhecido como Madiba (reconciliador) devido ao clã a que pertencia e recebeu o título de O Pai da Pátria. A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela em defesa da luta pela liberdade, justiça e democracia. Ao visitar o Brasil, em 1992, Mandela conversou com o então presidente Fernando Henrique Cardoso. Bem-humorado, Mandela disse que gostava muito de uma ave tipicamente brasileira – o papagaio – e arrancou risos dos presentes.

No Rio de Janeiro, Mandela foi a um show de Martinho da Vila, no Sambódromo, e demonstrou entusiasmo ao ver uma apresentação de capoeira. Ao lado do então governador Leonel Brizola (que morreu em 2004), Mandela acompanhou o ritmo do samba e agradeceu as manifestações de apoio da plateia.

Em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, pela terceira vez, com Mandela. Segundo Lula, sua trajetória política foi marcada por duas influências intensas: Mandela e Fidel Castro, ex-presidente de Cuba e líder da Revolução Cubana, em 1959.

De uma família sul-africana nobre, do povo thembu, Mandela ficou 27 anos preso em decorrência de sua luta em favor da igualdade racial, da liberdade e da democracia. Na prisão, ele escreveu sua autobiografia. Preparado pela família para ocupar um cargo de chefia tribal, Mandela não aceitou o posto e partiu em direção a Joanesburgo para cursar direito e fazer política.

Com amigos, Mandela criou a Liga Juvenil do Congresso Nacional Africano (CNA), cuja sigla em inglês é Ancyl. Ele foi eleito secretário nacional da Ancyl e executivo nacional do CNA. O princípio da sua política é a paz.

Na prisão, Mandela não tinha contato com o exterior, pois não podia receber jornais e notícias externas. Mesmo no período em que esteve preso, Mandela recebeu homenagens. No dia em que deixou a prisão foi recebido por uma multidão. Ele gritava: “Poder” e os manifestantes respondiam: “Para o Povo”.

A eleição de Mandela foi um marco na história do país, definindo a nova África do Sul com um processo de reconciliação entre oprimidos e opressores. Em 1992, o resultado do referendo entre os brancos dá ao governo, com mais de 68% de votos, o aval para as reformas e permite uma futura constituinte.

Em 2001, Mandela foi diagnosticado com câncer de próstata, mas apesar do tratamento ele fez campanha em favor do combate à aids, um dos principais problemas de saúde pública na África do Sul. Ao completar 85 anos, ele anunciou a aposentadoria.


Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=141243