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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Vinte e sete novos casos de microcefalia em Pernambuco

Mortes por dengue também triplicaram no estado na última semana


Vinte e sete novos casos de microcefalia foram confirmados esta semana pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, aumentando o número para 398 a partir de agosto de 2015 a julho deste ano, de acordo com boletim divulgado nesta terça-feira (26). Na última semana, um bebê com microcefalia também morreu, elevando o número para 78 óbitos. A doença também teve 13 novas notificações, somando agora 2074 casos.
Ainda de acordo com o boletim, 21 pessoas morreram vítimas da dengue no Estado, número que triplicou na última semana. As maiores incidências foram nas cidades de Jaboatão dos Guararapes, com seis casos, e Recife, com cinco casos.
Na última semana, também houve 1.579 novas notificações da doença. Entre janeiro e julho deste ano, 22.762 pessoas foram contaminadas pelo vírus. O município que apresenta maior incidência da doença ainda é São João, no Agreste do Estado, com 117 prováveis casos. Mais de dois mil e duzentos casos também foram notificados na última semana.
Os casos de chikungunya também aumentaram para 17.893, sendo que 1.577 novos casos foram confirmados entre os dias 16 e 23 de julho. A doença já tem 46.210 notificações, 1.956 novas, em 182 municípios, incluindo Fernando de Noronha. Não houve confirmações de novos casos de zika vírus, mas 53 casos foram notificados nessa semana, elevando o número para 10.709.
O Índice de Infestação Predial divulgado pela secretaria também aponta que 41 municípios têm risco de surto, 60 estão em situação de alerta e 30 em situação satisfatória. Segundo o boletim, 53 municípios não informaram o resultado. 
Fonte:http://www.folhape.com.br/cotidiano/2016/7/vinte-e-sete-novos-casos-de-microcefalia-em-pernambuco-0465.html

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Parceria contra assaltos

O Urbana-PE e o Estado unirão forças para tentar reduzir o número de investidas contra os ônibus


Paullo Allmeida
Estatística reflete acúmulo de ocorrências registrada pela classe rodoviária, que expõe 579 casos de assaltos
Na próxima semana, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado (Urbana-PE) deve sentar com representantes da segurança pública do Estado para discutir medidas emergenciais para inibir a ação de criminosos contra os coletivos. A violência no modal chega a uma média de quatro assaltos por dia na Zona da Mata e, principalmente, na Capital e grande parte da Região Metropolitana do Recife (RMR). A estatística é refletida no acúmulo de ocorrências registrada pela classe rodoviária, que expõe 579 casos de assaltos registrados de 1º de janeiro até ontem. 

A reunião foi agendada entre o presidente do sindicato, Fernando Bandeira, e o secretário da pasta, Alessandro Carvalho. “Os assaltos aumentaram de 50% a 60% entre janeiro e abril em comparação com o mesmo período do ano passado. Medidas na segurança dos usuários não são tratadas como prejuízo, e sim como investimento. Então, vamos discutir três pontos com o Governo, onde na nossa visão são ações que podem desenfrear os ataques”, destacou Fernando Bandeira. Ele adianta que as três sugestões serão: o reforço de policiamento em corredores do modal com grande circulação de coletivos, a instalação de câmeras mais modernas nos veículos e a extinção de dinheiro a bordo com o incentivo do uso de bilhetagem eletrônica para os passageiros. “Além disso, temos toda a frota equipada com GPS, o que não será necessário modificar. Mas, o que chegou a ser comentado foi a implementação de acionamento de emergência nos carros. Já fizemos testes nesta modalidade, não surtiu muito efeito, mas é uma coisa que não pode ser descartada”, comentou Bandeira.

Procurada pela Folha, a SDS confirmou a intenção da reunião com o patronato. A pasta destacou que existe uma minuta de projeto de lei sendo elaborada em conjunto com outras secretarias estaduais que visa ações de reforço na segurança do sistema. Algumas das medidas vão de encontro as sugestões dos empresários. O pleito deve ficar pronto até o final deste mês e será encaminhado ao governador Paulo Câmara antes de seguir para a Casa Legislativa. 

Fonte:http://www.folhape.com.br/cotidiano/2016/5/parceria-contra-assaltos-0117.html

Microcefalia faz maternidade ser marcada por superações

Ana Júlia, 18, é mãe de Gabriel, 6 meses, microcéfalo. Está à espera do segundo filho. E não tem medo. É movida por fé e amor


Arthur de Souza/Folha de Pernambuco
Ana Júlia, que já tem filho com microcefalia, teve novas manchas vermelhas na segunda gravidez
Maternidade. Nunca o tema esteve tão exposto quanto nos últimos meses. Nunca tão cercado por intranquilidade, medo. Mães de primeira, de segunda viagem. Mães que planejaram ou que foram pegas de surpresa. Todas lançadas nas incertezas causadas pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. À dengue foi associado o zika e a chikungunya. Viroses que trouxeram junto malformações fetais, entre elas a microcefalia. Esse desafio de gerar um filho na era da epidemia de arboviroses expôs dramas, sobressaltos e descobertas. Mas também evidenciou a força, a perseverança e o cuidado das mulheres. Superar. Era o que precisavam. E assim tem sido a cada dia, como será mostrado nas histórias contadas neste especial do Dia das Mães.

Amor e fé. É o que se vê e se sente no sorriso da dona de casa Ana Júlia de Araújo, 18 anos, moradora de Glória do Goitá, na Mata Norte, a 61 km do Recife. Neste domingo (8) vai comemorar a data com dois filhos. Um já traz no colo, Anderson Gabriel, 6 meses, microcéfalo. O outro está no ventre. “Quando Gabriel nasceu procurei o chão. Hoje está tudo certo! Não há nada errado! Agora é enfrentar mais um desafio, já que estou grávida de quatro meses”, afirma a dona de casa.
Ana Júlia é só alegria ao falar sobre a nova gestação, descoberta de supetão quando uma amiga desconfiou: ela estava "rechonchuda”, podia estar grávida novamente. “Pelas minhas contas, quando Gabriel estiver com 11 meses, o outro filho estará chegando. A família é grande. Não vou estar sozinha”, alegra-se, mesmo diante da rotina puxada para garantir toda a assistência ao filho.
As idas e vindas da sua cidade para as terapias no Recife são quase diárias. Às vezes no carro do Programa PE Conduz. Às vezes de ônibus com recursos que tem de tirar de um orçamento já apertado. Mas, afirma, não há nada que a faça mais feliz que ver a evolução do primogênito. Um bebê forte, sorridente e que acompanha atentamente a mãe com o olhar.
“Ele está querendo falar”, atesta Ana Júlia, que segue a vida com amor. E fé. Essa última a vem acompanhando mais que nunca desde a última semana, quando manchas vermelhas na pele semelhantes às que teve durante a gravidez de Gabriel voltaram a aparecer. “Essa é minha única preocupação. Apesar de a médica tentar me tranquilizar que não deve ser zika, de esclarecer que só se tem essa doença uma vez, fico na dúvida. Pois, mesmo sendo outra virose, pode ser perigoso para meu bebê".
Fonte:http://www.folhape.com.br/cotidiano/2016/5/microcefalia-faz-maternidade-ser-marcada-por-superacoes-0124.html

quarta-feira, 23 de março de 2016

Microcefalia: 1.819 casos suspeitos no Estado

Segundo Fiocruz, 94 casos da condição de saúde estão relacionados ao vírus Zika


Arthur Mota/Folha de Pernambuco
720 correspondem a parâmetros da OMS para a malformação
 A Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou novo boletim relacionado à microcefalia em Pernambuco nesta terça-feira (22).

De 1º de agosto de 2015 até o dia 19 de março de 2016, foram notificados 1.819 casos suspeitos de microcefalia no Estado. Do total, 720 (39,6%) correspondem aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a malformação.
Ao todo, 268 foram confirmados como microcefalia e 341 foram descartados. Para o diagnóstico, os bebês passaram por exames de imagem. Segundo o Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/Fiocruz, 94 casos da condição de saúde estão relacionados ao vírus Zika.
Os dados foram confirmados após detecção do anticorpo IgM no líquido cefalorraquidiano. Os reagentes foram fornecidos pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC). Outros 31 casos deram negativos e 02 inconclusivos, totalizando 127 testes realizados.
Foram registrados, ainda, 19 casos de bebês natimortos e 20 que vieram a óbito logo após o nascimento. Nenhum dos casos, contudo, teve a microcefalia como causa básica de morte, conforme divulgou a SES.
Foi tornada obrigatória a notificação de casos de gestantes com exantemas em 02 de dezembro de 2015. As manchas vermelhas na pela é um dos sintomas do Zika Vírus.
Até o dia 19 de março de 2016, 131 municípios do Estado notificaram 3.317 casos de gestantes com esse quadro clínico. Desses, foram detectados microcefalia intra-útero em 18 grávidas.
A SES ressalta que a presença da condição clínica não é algo indicativo de que a mulher terá um bebê com microcefalia.
Fonte:http://www.folhape.com.br/cotidiano/2016/3/microcefalia-1819-casos-suspeitos-no-estado-0432.html

terça-feira, 22 de março de 2016

Simpósio gratuito esclarece dúvidas sobre microcefalia


Um seminário gratuito vai esclarecer dúvidas sobre a microcefalia nesta terça-feira (22). Baseado em uma temática atual, abordará o tema em diversos aspectos como a intervenção do serviço social na perspectiva da garantia dos direitos das famílias e crianças com microcefalia, os aspectos jurídicos relativos à microcefalia, alterações oculares em crianças com microcefalia (por Zika) e os aspectos neurológicos da infecção congênita (também por Zika vírus). 

O encontro ocorrerá no auditório da faculdade Estácio, na avenida Abdias de Carvalho, às 18h30. A entrada é gratuita e aberta ao público.


Fonte:http://www.folhape.com.br/cotidiano/2016/3/simposio-gratuito-esclarece-duvidas-sobre-microcefalia-0402.html

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

No momento da doença, o abandono

Estudo aponta que 70% dos pais deixam as famílias quando o filho nasce com alguma deficiência


Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco
Daniele com Juan, que nasceu com microcefalia: “Ele (o marido) cobrava atenção”
Quando descobriu que o filho que iria dar à luz tinha microcefalia, aos quatro meses de gestação, a recepcionista Daniele Santos, 29, tinha algumas certezas: o nome, a gigantesca atenção que o filho iria requerer e o apoio do pai da criança, com quem se relacionava há dois anos. O menino se chama Juan, “o agraciado por Deus”, e tem a presença da mãe ao lado quase 24h por dia, como ela imaginava. Mas o companheiro saiu de casa antes da licença-maternidade de Daniele terminar. De acordo com estudo do Instituto Baresi, quase 70% dos pais brasileiros abandonam a família quando descobrem que um filho tem alguma deficiência.

“Um dia, acordei e ele já tinha colocado as coisas no carro”, lembrou. “Na noite anterior, ele chegou de um bico e eu não pude colocar a mesa e ajeitar o jantar, como ele estava acostumado na casa da mãe. Eu estava muito cansada e ainda cuidando de Juan. Ele me falou que estava chateado com essa falta de atenção e decidiu ir embora. Acredito que o choro incessante de Juan e o desemprego ajudaram a complicar a cabeça dele.”
Daniele recebe apoio dos pais e da comunidade. “Até minha outra filha, de 11 anos, entende a situação. Ela me ajuda, olhando o bebê enquanto ele está dormindo para que eu descanse, porque ele pode ter convulsões”, revelou. Mas sente falta do apoio específico que esperava do ex-companheiro. Sente falta da sua presença para enfrentar a situação. À noite, quando está sozinha e Juan continua chorando como habitual, é o pior período.
Essa é a história que Daniele conta sobre si, mas acaba falando por várias das mais de 1,6 mil mulheres que tiveram filhos com suspeita de microcefalia em Pernambuco nos três últimos meses. Para Sayaka Fukushima, coordenadora regional do Instituto Baresi, um fórum nacional para doenças raras, a maioria dos pais abandonam a família, principalmente, porque se assustam com o prognóstico das doenças.
Para eles, é tentador deixar o núcleo familiar e construir um novo, considerado ideal. “O maior vínculo que fica é o da mãe com a criança doente. Por isso há o abandono mesmo quando o filho com deficiência é o segundo ou o terceiro da família. Eles consideram que esse vínculo atrapalha o curso natural da família”, afirma Fukushima.
De acordo com a psicóloga do Cervac, Centro especializado na reabilitação de pessoas portadoras de deficiência intelectual, Camilia Oliveira, esse não é único motivo pelos quais os pais se afastam. “É incrível, mas a gente ainda ouve alguns pais que acreditam o bebê com deficiência é uma espécie de castigo. Alguns culpabilizam as mães, acham que elas fizeram algo errado na gestação para ele nascer com microcefalia”, expôs.
Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco
Rosilda foi abandonada duas vezes pelo mesmo homem após filhas nascerem com Down
Camila explica que há um investimento emocional muito grande durante a gestação. As mães imaginam o filho de uma determinada forma e o amam daquela maneira. “Quando o bebê nasce, é um choque. Há uma espécie de luto por aquele bebê que não nasceu. Por isso é importante ter o diagnóstico no início da gestação, para que haja tempo de se preparar e começar a amar o ‘novo’ filho. Mas há também um segundo luto, direcionado a ela mesma, à pessoa que ela não vai mais poder ser porque precisa se dedicar ao bebê. Muitas vezes ela se anula como mulher.” Perder o companheiro durante o processo, pode se transformar em um terceiro luto que ela precisa enfrentar.

    O pai das cinco filhas de Rosilda Silva, 39, deixou a família quando primeira filha com síndrome de down nasceu, há nove anos. Afirmou que a menina não era dele. Sete anos depois, voltou para casa e a mulher engravidou novamente, de Thalyta, também portadora da síndrome. Rosilda foi, então, abandonada pela segunda vez. Ela começou a se relacionar com o marido quando tinha 11 anos. Ele, 14. “É muito difícil cuidar sozinha dos cinco filhos, da minha neta e do meu irmão, que tem uma doença mental e vive comigo. Mas atualmente acho que é melhor assim. Porque, se ele não me ajuda financeiramente, ao menos não vem ser mais um para gastar”, avalia. O ex-companheiro deposita R$ 300 mensais para Rosilda, quantia que ela soma ao que recebe do Bolsa Família.

    Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco
    Maria e Maurício Calazans ficaram mais unidos para cuidar de Mariana, que nasceu com microcefalia
    Quando se tem apoio, fica bem mais fácil

    Maria Paula Calazans, mãe de Mariana, bebê de quatro meses com microcefalia, não conhece o desamparo por parte do marido. Desde que ficou sabendo do diagnóstico da filha, aos oito meses de gestação, Maurício Calazans ficou ao seu lado. Para o casal, que já tem um filho de seis anos, a ideia de abandono não é admissível.
    Eu nunca deixaria a minha família porque minha filha nasceu com microcefalia. Exatamente porque esse é o momento que ela mais precisa de mim”, explica o pai de Mariana. O operador de máquinas aconselha as famílias a permanecerem juntas porque a união torna a superação mais fácil. “Ficamos muito abalados no começo. Nós dois. Mas hoje, quatro meses depois do nascimento, já estamos completamente estabilizados, tanto emocionalmente quanto em termos de rotina, de hábitos.”
    Marcela Rodrigues, 19, só tomou conhecimento de que seu filho tinha microcefalia quando ele nasceu, há dois meses. “O camareiro falou espantado que meu filho tinha nascido doente. Fiquei desesperada. Só depois é que os médicos vieram me explicar o que estava acontecendo. Só fazia chorar durante as primeiras semanas.”, lembrou. Ela teve um apoio do marido que considera fundamental. “Ele reagiu bem e isso me ajudou a passar pelas dificuldades. Vi outras mães nos locais e participei de grupos com psicólogos, o que me acalmou. No começo, Pedro só parava de chorar no colo dele. Só passou a gostar do meu quando eu mudei da tristeza para a felicidade.”
    Para o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio Ferreira, é importante que, tanto pais quanto mães percebam que ter um filho portador de necessidades especiais não é uma tragédia. “As pessoas têm trazido a pauta do aborto novamente por causa do surto de microcefalia. Na verdade precisam de acesso à reabilitação o mais cedo possível, porque os resultados serão melhores e o filho com certeza poderá exercer sua cidadania, como temos constatado em diversos casos”, opinou.
    Fonte:http://www.folhape.com.br/cotidiano/2016/2/no-momento-da-doenca-o-abandono-0467.html

    segunda-feira, 30 de novembro de 2015

    Epidemia de dengue leva Estado e prefeitura a decretarem situação de emergência

    Governador Paulo Câmara decretou a situação de emergência em virtude da número de casos de microcefalia no Estado (Foto: Aluísio Moreira/SEI)
    Atualizado às 12h40
    O governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, decretaram na manhã deste domingo situação de emergência por 180 dias em virtude da epidemia de dengue e o aumento dos casos de dengue, chikungunya e zika, transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, levaram o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, a decretar Situação de Emergência em Pernambuco e no Recife. A medida passa a valer a partir desta terça-feira (1/12), dia da publicação dos decretos no Diário Oficial do Estado e do município.
    Os decretos também designam as Secretarias de Saúde, do Estado e do município, como coordenadoras de todas as ações no âmbito do Governo de Pernambuco e da Prefeitura do Recife relativas à questão. “Vamos fazer tudo o que for necessário, no âmbito do Governo do Estado, para que o quadro de 2014 e 2015 não se repita em 2016. Precisamos da união do Poder Público e da sociedade civil. Juntos, trabalhando para superar essa que é a maior crise da Saúde no Brasil”, defendeu Paulo Câmara.
    De acordo com o governador, a seriedade e a gravidade da proliferação do vírus da dengue, da zika e do chikungunya, no território nacional, levaram os órgãos de saúde pública do País a emitir alertas para que sejam adotadas medidas emergenciais com vistas a mitigar seus efeitos epidemiológicos.
    A Situação de Emergência autoriza a adoção de todas as medidas administrativas necessárias à imediata resposta por parte do Poder Público à situação vigente, segundo o governador.
    O decreto municipal oficializa a Força Tarefa de Enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti na Capital pernambucana e coloca todos os Órgãos e Entidades Públicas do município no enfrentamento da situação de emergência, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde. “O poder público não pode medir esforços diante de uma situação dessa gravidade. Vamos fazer tudo aquilo que estiver ao nosso alcance e trazer a população para enfrentarmos juntos essa luta”, afirmou o prefeito Geraldo Julio.
    Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=224088

    Pauta antiaborto tem aval de 63% do Congresso

    Do Congresso em Foco

    Tema proibido na legislatura passada, o aborto está de volta à pauta do Congresso. Além do Projeto de Lei 5.069/13, que criminaliza a assistência à gestante que aborta e dificulta o seu atendimento pelo SUS, há pelo menos outras 14 propostas que endurecem a legislação contra mulheres e profissionais de saúde que interromperem uma gravidez.
    As propostas em discussão preveem desde a criminalização das atuais hipóteses legais de interrupção da gestação – caso de estupro, feto anencéfalo e risco de morte para a mãe – até a classificação do aborto como crime hediondo, o que o tornaria inafiançável. A defesa do endurecimento da legislação é patrocinada por integrantes de três bancadas suprapartidárias que reúnem 373 deputados e senadores. Juntos, esses parlamentares representam 63% de todo o Congresso. Eles compõem a Frente Parlamentar Evangélica, em Defesa da Vida e da Família e a Frente Parlamentar Mista da Família e Apoio à Vida.

    Veja aqui os projetos antiaborto
    O assunto ficou fora da pauta na última legislatura devido ao compromisso assumido pela então candidata Dilma Rousseff, em 2010, com segmentos religiosos, de não apoiar qualquer tentativa de descriminalização do aborto. Este ano, porém, voltou a ganhar força com a eleição daquele que é considerado o Congresso mais conservador desde a redemocratização.
    Coordenador da Frente Parlamentar Mista da Família e Apoio à Vida e pastor da Assembleia de Deus, o deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF) diz que a pauta antiaborto reflete a vontade de uma sociedade conservadora e de formação cristã, representada em maior número no Parlamento.
    “Somos um extrato da sociedade. A sociedade é conservadora e mandou para cá deputados e deputadas conservadores, do bom costume, da moral e da ética. O pessoal insiste em falar de pauta conservadora como se fosse de uma religião e esquece que o Brasil por inteiro tem cultura judaica-cristã, independentemente de religião”, afirma. Pesquisa feita pelo Ibope em setembro de 2014 apontou que 79% dos entrevistados eram contra a legalização do aborto e 16% favoráveis à descriminalização.
    Desde a concepção
    “O perfil dos parlamentares hoje é o melhor dos últimos anos. Somos maioria entre aqueles que são favoráveis à vida”, avalia o ex-deputado Luiz Bassuma (PEN-BA), autor do chamado Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), que estabelece que a vida deve ser considerada um direito inquestionável desde a sua concepção. O texto torna o aborto um crime hediondo e, originalmente, proibia até as hipóteses legais de aborto.

    Quando foi apreciado pela Comissão de Seguridade Social e Família, em 2010, o projeto retomou as hipóteses de aborto legal, como estupro e risco de vida da mãe. Em 2013, foi incorporado ao texto um benefício apelidado de “bolsa estupro”, que prevê uma garantia financeira provida pelo Estado a filhos gerados por violência sexual que não tiveram o pai identificado.
    A discussão foi acompanhada de fortes críticas de parlamentares que defendiam que, além de abrir brecha para proibição de todos os tipos de aborto, inclusive de gravidezes originárias de violência sexual, também poderia estabelecer um vínculo entre a mulher agredida e o agressor, já que os pais identificados poderão requerer judicialmente o direito à visita.
    Pílula do dia seguinte
    Além desse projeto, outras duas proposições preveem a criminalização de qualquer tipo de interrupção de gestação, culminando até mesmo na proibição da pílula do dia seguinte. Uma proposta (PEC 164/07) de autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do coordenador da bancada evangélica, João Campos (PSDB-GO), inclui na Constituição a inviolabilidade do direito à vida desde a concepção, evitando qualquer tentativa de legalização de aborto. A PEC aguarda parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

    Outro projeto similar tramita no Senado. A PEC 29/15, de Magno Malta (PR-ES), espera pela designação da relatoria na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Ainda há outros cinco projetos de lei que alteram a tipificação do crime do aborto. Outros cinco estabelecem dificuldades e constrangimentos para atendimento e assistência à mulher que aborta. Mais um trata sobre a proibição da pílula do dia seguinte e, por fim, dois projetos de lei que estabelecem datas comemorativas para a celebração da vida, sob a ótica “pró-vida”, que considera a existência do ser humano desde a fecundação de um óvulo.
    Criminalização das mulheres
    O levantamento, realizado pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), considera as propostas apresentadas no Congresso nos últimos oito anos. Segundo o instituto, o ano de 2007 foi “paradigmático de criminalização de mulheres”, envolvendo condenação de profissionais de saúde à pena de prisão e de mulheres a penas alternativas. Também naquele ano foram criadas quatro frentes parlamentares contra a legalização do aborto.

    Em comum, essas frentes possuem como porta-vozes parlamentares homens, assim como os que propuseram as 15 matérias em questão. Para a deputada Maria do Rosário (RS-PT), os temas abordados, visando, em sua maioria, a criminalização de toda prática abortiva, inclusive as permitidas por lei, indicam um cenário de punição às mulheres. “Antes tínhamos projetos que criminalizavam as mulheres na prática do aborto em geral. Chegamos a um patamar em que as mulheres são perseguidas pela interrupção de gravidez até mesmo diante de um estupro. Quando chega a esse patamar é porque realmente há uma criminalização das mulheres”, diz ela.
    Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=224098

    Secretaria Estadual de Administração realiza 4º leilão com 56 lotes de mercadorias apreendidas


    Foto: Reprodução da internet
    Foto: Reprodução da internet
    A Secretaria Estadual de Administração (SAD) realizará na próxima sexta-feira (4) o quarto leilão deste exercício. Estarão disponíveis 56 lotes de mercadorias apreendidas pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) para compra por pessoas físicas ou jurídicas.
    Entre as mercadorias, estão box de cama, colchão, guarda roupas, armação de óculos, rolos de tecidos, frigobar, mini system, impressora fiscal, placa mãe, itens para vídeo game e fogão. As mercadorias se encontram em ótimo estado de conservação. Com a venda, a SAD e a Sefaz esperam arrecadar, no mínimo, R$ 159 mil.
    O leilão será realizado no Onda Mar Hotel – Salão José Geraldo, localizado na Rua Ernesto de Paula Santos, nº 284, bairro Boa Viagem, Zona Sul do Recife, a partir das 9h30. Podem participar e ofertar lances pessoas físicas acima de 18 anos e portando CPF, RG e comprovante de residência (originais e cópias), e jurídicas, com representante munido de procuração e os mesmos documentos citados acima. O cadastro poderá ser feito no dia da realização do leilão.
    Além do leilão presencial, os lances podem ser ofertados pela internet, através da página do leiloeiro oficial do Estado, www.coliseumleiloes.com.br. Antes da sessão, os interessados poderão vistoriar os bens arrolados para alienação nos endereços constantes no edital do dia 1º ao dia 3 de dezembro.
    Fonte:http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2015/11/29/secretaria-estadual-de-administracao-realiza-4o-leilao-com-56-lotes-de-mercadorias-apreendidas/

    sexta-feira, 27 de novembro de 2015

    Dilma envia ministro e técnicos a Pernambuco para avaliar microcefalia

    Paulo disse ter sentido na presidente Dilma o desejo de ajudar  (Foto: José Cruz/ABr)
    Da Agência Brasil

    O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, reuniu-se nesta quinta-feira (26) com a presidenta Dilma Rousseff para relatar a situação do aumento de casos de microcefalia no estado e discutir ações para conter a doença. Pernambuco tem 487 notificações de suspeita de microcefalia e 175 casos confirmados. A microcefalia afeta o crescimento adequado do cérebro do bebê.

    Na reunião, Dilma decidiu enviar o ministro da Saúde, Marcelo Castro, técnicos do ministério e da Defesa Civil a Pernambuco na segunda-feira (30) para uma reunião com prefeitos, organizada pelo governo estadual. Segundo Câmara, Dilma demonstrou “muita preocupação” com o crescimento dos casos de microcefalia e se prontificou a fazer uma visita a Pernambuco quando retornar de viagens internacionais nas próximas semanas.
    “Senti por parte da presidenta todo o desejo de nos ajudar, de ajudar o Nordeste, de colocar sua equipe à disposição”, disse Câmara. “É um momento de mobilização nacional. É uma questão que está concentrada no Nordeste, mas que pode muito bem chegar a outros estados numa velocidade que também pode preocupar”, completou.
    O governo ainda não identificou a causa do aumento recente de casos de microcefalia, principalmente em estados do Nordeste, mas a principal hipótese é que o crescimento esteja associado à ocorrência do vírus zika em gestantes. Não há casos na medicina que comprovem a relação, mas pesquisas, como uma da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), constataram a presença do genoma do vírus em mães que tiveram bebês com microcefalia. O Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue.
    De acordo com Câmara, se a hipótese for confirmada, a ação de combate ao mosquito precisa ser fortalecida imediatamente, antes da chegada do verão, quando aumentam os casos de dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
    “Caso realmente o zika seja o responsável pelo aumento do número de crianças nascendo com microcefalia, vamos precisar fazer uma ação muito grande de combate ao mosquito. Temos que ir aos criadouros, que fazer um amplo trabalho de comunicação com as pessoas no sentido de não deixar água represada para proliferação de insetos, mosquitos. É uma força-tarefa que precisa do apoio de todos nesse momento”, destacou.
    Assistência
    Além das medidas preventivas, Câmara disse que é preciso garantir assistência aos bebês e às famílias, com apoio social e acesso a tratamentos como fisioterapia. “Temos que ter uma preocupação muito grande com assistência, com protocolos, para as pessoas saberem para onde encaminhar essas mães, para as crianças terem tratamento adequado já nos primeiros meses de vida.”
    Segundo o governador, Dilma e ele não conversaram sobre valores, mas avaliam que as ações de combate ao avanço da microcefalia vão exigir recursos e pessoal.
    Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=223886

    terça-feira, 24 de novembro de 2015

    Câmara discute enfrentamento à microcefalia

    Diante do aumento dos casos de microcefalia, o governador Paulo Câmara (PSB) reuniu-se, nesta segunda-feira (23), no Palácio do Campo das Princesas, com integrantes da Comissão de Saúde da Câmara Federal e da Assembleia Legislativa (Alepe). Na pauta, a necessidade da elaboração de um plano de ação para definir um diagnóstico preciso da situação e da determinação de mecanismos de combate às causas da síndrome.
    Para o chefe do Executivo estadual, esse é um momento de união e o debate deve ser ampliado para todas as esferas, pois a questão não é apenas regional. “Nós precisamos de um plano de ação em conjunto. Hoje, nós somos o único Estado que já tem um fluxo definido e um mapeamento dos casos. Temos que nos unir ainda mais para ajudar os municípios nessa questão”, afirmou Paulo.
    Também participaram da reunião o vice-governador, Raul Henry; o secretário da Casa Civil, Antonio Figueira; os deputados federais Zeca Cavalcanti e Luiz Henrique. Além dos deputados estaduais Socorro Pimentel; Odacy Amorim; Clodoaldo Magalhães e Simone Santana.
    Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=223590