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sábado, 8 de dezembro de 2012

Dia de agradecer e renovar a fé no Morro da Conceição


Hoje, Dia de Nossa Senhora da Conceição, milhares de fiéis irão louvar



Hesíodo Góes
MARIA José dos Santos, 49 anos, passou por uma grave doença: “Ela me curou”

O azul e o branco se sobressaem misturados ao amarelo, rosa e verde. O colorido é das fitinhas que são vendidas pela ladeira. Elas são integrantes fixas do evento. Mulheres e crianças vestidas com mortalhas (roupas), a fim de pagaram promessa por alguma graça alcançada, também fazem parte da comemoração. Por mais difícil que a subida seja, a gratidão e a fé, em Nossa Senhora da Conceição, é o que move os cerca de 800 fieis que sobem ao Morro durante os dez dias da Festa da Santa. O ponto máximo de homenagens acontece hoje, com a Procissão de Encerramento, que sai às 15h, do Marco Zero e segue até o Morro da Conceição, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Recife.

Considerada pelo pároco da igreja do Morro da Conceição, padre José Roberto França, co­mo o maior evento católico de Pernambuco, a homenagem a Nossa Senhora tem início quatro meses antes do dia dela, que é celebrado neste sábado. “Esta é a oportunidade que os religiosos têm para se renovarem espiritualmente e esquecer as angústias. A fé deve ser vivida qualitativamente e contagiar os outros irmãos”, destacou padre José. 

Para que esse sentimento de renovação chegue a todos os devotos, haverá missas durante o dia de hoje, com intervalos de duas horas entre o início de cada celebração, desde a meia noite de hoje às 10h. Das 12h às 16h, serão realizados o Louvor e a Adoração. Às 15h, ocorre a Procissão de Encerramento, a qual tem início no Marco Zero, no bairro do Recife, área Central da Cidade. O destino é o Morro da Conceição. 

A doméstica Maria José dos Santos, de 49 anos, em detrimento do hábito de visitar a imagem de Nossa Senhora da Conceição anualmente, encarou esta vez com o sentido distinto. Em outubro do ano passado, a fiel descobriu que tinha um linfoma abaixo da axila. “Os médicos diziam que era muito grave e eu comecei a fazer a quimioterapia. Mas me juntei com minha família e todos nós pedimos a Nossa Senhora da Conceição para interceder por mim. Sofri muito com tudo aquilo e quase entrava em depressão. Só que, com dois meses de tratamento, ela me curou”, relatou. 

SECA

Devido à pior seca dos últimos 30 anos ter acometido Pernambuco com mais crueldade, a paróquia também se preocupou em arrecadar donativos. O destino dos alimentos será a cidade de Afogados da Ingazeira, situada no Sertão do Estado. “Nós queremos arrecadar toneladas de doações e, por isso, convocamos todo o povo de Deus a trazer sua colaboração”, solicitou o padre.


Fonte:http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2012/12/08_12_2012/0034.html

Dilma reage a crítica de revista britânica à economia



Declaração foi feita antes do almoço oferecido aos participantes da Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul (Foto: Wilson Dias/ABr)












Agência Brasil (Brasília) – A presidenta Dilma Rousseff rebateu nesta sexta-feira (7) o artigo da revista britânica The Economist, que sugere a demissão da equipe econômica brasileira, sob comando do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Dilma disse que não se deixará influenciar pela opinião de uma revista estrangeira e destacou que a situação nos países desenvolvidos é mais grave do que a do Brasil.

“Em hipótese alguma, o governo brasileiro, eleito pelo voto direto e secreto do povo brasileiro, vai ser influenciado pela opinião de uma revista que não seja brasileira”, disse a presidenta, antes do almoço oferecido aos participantes da Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, no Itamaraty. Segundo Dilma, o Brasil cresceu 0,6% no último trimestre e crescerá mais no próximo, o que não motiva a recomendação da revista. “Não vi, diante dessa crise gravíssima pela qual o mundo passa, com países tendo taxas de crescimento negativas, escândalos, quebra de bancos, quebradeiras, nenhum jornal propor a queda de um ministro.”

Ao ser perguntada se a situação dos demais países era pior que a do Brasil, a presidenta foi enfática. “Vocês não sabem que a situação deles é pior que a nossa? Pelo amor de Deus!”, disse ela. “Nenhum banco, como o Lehman Brothers, quebrou aqui. Nós não temos crise de dívida soberana, a nossa relação dívida/PIB é de 35%, a nossa inflação está sobre controle, nós temos 378 bilhões de dólares de reserva.”

A presidenta reafirmou que é favorável à liberdade de imprensa, apesar de divergir do conteúdo publicado em alguns veículos. A reação de Dilma à publicação britânica ocorre em meio a discussões sobre regulação dos meios de imprensa na Argentina e no Equador, países cujos presidentes, Cristina Kirchner e Rafael Correa, respectivamente, estavam presentes nas reuniões de hoje.

“Eu sou a favor da liberdade de imprensa. Não tenho nenhum ‘senão’ sobre o direito de qualquer revista ou jornal dizer o que quiser”, ressaltou a presidenta. Para ela, a reação da revista britânica pode ter sido motivada pela queda dos juros no Brasil. “[Será que] tudo isso se dá porque os juros caíram no Brasil? Os juros não podiam cair aqui? Aqui tinha que ser o único, como dizia um economista antigo nosso [Delfim Netto], ou o último peru de Ação de Graças?”, acrescentou a presidenta, referindo-se à hipótese de o Brasil só ter condições de baixar os juros quando todos os países da região já tivessem feito.

Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=65444

Mortes de crianças com até 10 anos têm queda de 31%



A queda no registro de óbitos de crianças de zero até 10 anos de idade por acidentes domésticos  reduziu cerca de 31% na última década. De acordo com informações do Ministério da Saúde,  este número que, no ano 2000 era de 868, caiu para 595 em 2010. As principais causas de morte foram os riscos acidentais à respiração, como sufocação na cama e asfixia com alimentos, seguidos pelos afogamentos e exposição à fumaça, ao fogo e às chamas.

O número de internações também diminuiu. Em 2010, foram 11,6 mil internações de crianças por acidentes domésticos, o que custou R$ 8,2 milhões aos cofres públicos. No ano seguinte, o número de crianças hospitalizadas caiu para 10,2 mil, representando um custo de R$ 6,9 milhões. Dentro da faixa etária que vai de 0 a 10 anos, as principais vítimas são os menores de 1 ano. No ano 2000, foram 376 mortes em crianças dessa faixa, contra 253 em 2010.

Os riscos acidentais à respiração foram responsáveis por 348 mortes de crianças com até 10 anos em 2000, o que corresponde a 40% dos óbitos por essa causa naquele ano. Em 2010, o número caiu para 252, o que representa 42% das mortes. Já os afogamentos caíram de 247 para 168 no mesmo período. Os óbitos decorrentes de exposição à fumaça, ao fogo e às chamas diminuíram de 102 para 64 nesses dez anos.

Desde 2001, o Ministério da Saúde vem investindo na Política Nacional de Redução da Mortalidade por Acidentes e Violências. Uma das estratégias para a implantação desta política é a estruturação da Rede Nacional de Prevenção e de Promoção da Saúde. Atualmente, a rede conta com mais de 800 municípios, que desenvolvem ações de vigilância, prevenção e atenção às crianças e adolescentes. Através da Portaria 22, de agosto deste ano, o Ministério estabeleceu ainda repasse de R$ 31 milhões para ações de vigilância e prevenção de violências e acidentes.

Também foi implantado o Sistema de Vigilância de Violência e Acidentes (VIVA), que tem como objetivo obter informações sobre o comportamento desses agravos, além de subsidiar ações de enfrentamento dos determinantes e condicionantes das causas externas. Ele aponta 15.098 atendimentos por acidentes domésticos realizados em serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde. Deste total, 32% eram menores de 9 anos de idade, o que corresponde a 4.740 crianças. A pesquisa VIVA, realizada entre setembro e novembro de 2009, mostra que 57% dos atendimentos foram de meninos. Em 58% dos casos, o tipo de ocorrência eram quedas e 31% das lesões eram cortes ou lacerações.

Déborah Malta, diretora de Análise de Situação em Saúde,  faz um alerta à vigilância dos pais e responsáveis. “A criança não tem o conhecimento do risco. Cabe aos adultos evitar as situações perigosas. Janelas devem ter grade ou tela. Todo o cuidado deve ser tomado ao manipular o fogão, deixando panelas ou vasilhas quentes em lugares que a criança não possa alcançar. Com materiais de limpeza a recomendação é a mesma para evitar intoxicações”, aconselha.

Orientações para evitar os principais acidentes domésticos:

- Afogamentos: Para bebês e crianças pequenas, até baldes, banheiras e vasos sanitários podem oferecer riscos. Um adulto deve sempre supervisionar as crianças e adolescentes onde houver água, mesmo que saibam nadar ou que os locais sejam considerados rasos; deve-se cercar piscinas.

- Brinquedos: Na escolha brinquedos, considere a idade e o nível de habilidade da criança, seguindo as recomendações do fabricante. Procure brinquedos com o selo do Inmetro. Fique atento a brinquedos que podem oferecer risco de engasgamento (peças pequenas para bebê e as crianças menores), de estrangulamento (correntes, tiras e cordas) e de corte (pontas, bordas afiadas).

- Envenenamento/intoxicação: Remédios e produtos de limpeza e outros produtos químicos em locais inadequados podem ser ingeridos pelas crianças pequenas. Evite deixar em locais que possam alcança-los.
- Queimaduras/ cortes: Não permita que bebês e crianças tenham acesso à cozinha. A maioria das queimaduras de bebês é causada por alimentos derramados na cozinha. Não deixe fósforos e isqueiros ao alcance de crianças. Não deixe crianças perto de uma pessoa passando roupa. As tomadas elétricas devem ser protegidas por tampas apropriadas. Não deixe facas e outros objetos cortantes ao alcance de crianças.

- Quedas: Cuidado com móveis, escadas e andadores para bebês. Para as crianças maiores, é preciso tomar cuidado com janelas, sacadas, escadas e lajes. Crianças menores de 6 anos não devem dormir em beliches. Cuidado com pisos escorregadios e coloque antiderrapante nos tapetes.

Além dos investimentos na área de prevenção de acidentes, o lançamento da Rede Saúde Toda Hora, que reorganiza a Rede de Atenção às Urgências e Emergências no Sistema Único de Saúde (SUS), resultou em atendimentos mais ágeis, contribuindo para salvar vidas. Inseridas na estratégia, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) são componentes importantes para o atendimento de acidentes domésticos. O SAMU 192 atende o paciente onde ele estiver (na residência, no local de trabalho e na via pública). As equipes são treinadas para prestar o atendimento no menor tempo possível, o que também impacta na redução de óbitos de crianças por acidentes domésticos.

Com informações da Agência Saúde.


Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=65448