Por volta da meia-noite de sábado para domingo os primeiros familiares das vítimas do acidente começaram a chegar a Jequié. A longa viagem, de mais de 800 quilômetros, pareceu ainda mais demorada. Ao decidir enfrentar a estrada com destino à Bahia, nenhum deles sabia ao certo se o parente estava vivo ou morto.
No Hospital Geral Prado Valadares, onde ficaram internados os 13 feridos, uns encontraram alívio e outros se depararam com a tragédia. A dona de casa Sebastiana Monteiro da Penha Santana, 55 anos, soube que o filho, Valdison Monteiro Santana, 20, estava vivo, mas não conseguia sentir as pernas. "Quando eu entrei no quarto, ele me falou que pensou que ia morrer", contou. "Mesmo assim, fico muito feliz por ele ter sobrevivido", afirmou.
Sobrinho dela, José Alves Monteiro, 48, descobriu no hospital que o filho e o irmão estavam mortos. Não havia mais nada a fazer, a não ser correr atrás da liberação dos corpos. Na mesma situação estava Denise Gomes dos Anjos, 23, mulher do motorista do ônibus, Ivo Élio Alves, 49, também falecido. Uma assistente social do hospital recepcionou o grupo. Todos dormiram em um alojamento improvisado.
O secretário de Saúde de Pernambuco, Antônio Carlos Figueira, chegou a Jequié na noite de sábado para agilizar a transferência dos pacientes e a remoção dos corpos. Segundo ele, à medida que vítimas receberem alta hospitalar, serão levadas a Pernambuco pelo governo. Na manhã de ontem, o primeiro paciente transferido para o Recife foi o filho de Sebastiana, Valdison. Às 8h10 (horário de Brasília), um avião do governo da Bahia, equipado com Unidade de Terapia Intensiva Móvel, levou o rapaz até a capital pernambucana.
Segundo Gilmar Vasconcelos, diretor-geral do Hospital Geral de Jequié, Valdison sofreu trauma na medula. Ele se encontra sob os cuidados da equipe médica do Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife.
FALHA
Uma falha da Prefeitura de Jequié quase comprometeu o trabalho dos médicos e causou muito constrangimento. Quando a ambulância que levava Valdison chegou ao Aeroporto Vicente Grilo, o portão de acesso estava trancado. E assim continuou por quase dez minutos. Isso porque, segundo representantes da prefeitura, o guarda municipal de plantão não se encontrava no local do trabalho. Segundo o prefeito Luiz Amaral, a ocorrência será apurada. Para permitir a entrada do veículo, o cadeado teve de ser quebrado com uma alavanca e uma chave de boca.
No fim da tarde, outras duas vítimas seguiram para o Recife: Ailson Pereira da Silva e Damião da Silva Pereira, segundo informou Gilmar Vasconcelos. De acordo com ele, outros pacientes deverão receber alta hospitalar hoje.
A transferência dos corpos da Bahia para Pernambuco também começou na manhã de ontem. Eles foram levados do Aeroporto de Vitória da Conquista para Caruaru, de onde seguiram para Buíque, trasladados em dois aviões, um cedido pela Força Aérea Brasileira (FAB) e outro pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Dos 33 cadáveres, 23 passaram por necropsia no Instituto de Medicina Legal (IML) de Vitória da Conquista. Os outros 10, no IML de Jequié.
O corpo do motorista do coletivo, Ivo Élio Alves, 49, não chegou a ser removido para Caruaru porque a família preferiu levá-lo diretamente a Petrolina, sua terra natal.
No Hospital Geral Prado Valadares, onde ficaram internados os 13 feridos, uns encontraram alívio e outros se depararam com a tragédia. A dona de casa Sebastiana Monteiro da Penha Santana, 55 anos, soube que o filho, Valdison Monteiro Santana, 20, estava vivo, mas não conseguia sentir as pernas. "Quando eu entrei no quarto, ele me falou que pensou que ia morrer", contou. "Mesmo assim, fico muito feliz por ele ter sobrevivido", afirmou.
Sobrinho dela, José Alves Monteiro, 48, descobriu no hospital que o filho e o irmão estavam mortos. Não havia mais nada a fazer, a não ser correr atrás da liberação dos corpos. Na mesma situação estava Denise Gomes dos Anjos, 23, mulher do motorista do ônibus, Ivo Élio Alves, 49, também falecido. Uma assistente social do hospital recepcionou o grupo. Todos dormiram em um alojamento improvisado.
O secretário de Saúde de Pernambuco, Antônio Carlos Figueira, chegou a Jequié na noite de sábado para agilizar a transferência dos pacientes e a remoção dos corpos. Segundo ele, à medida que vítimas receberem alta hospitalar, serão levadas a Pernambuco pelo governo. Na manhã de ontem, o primeiro paciente transferido para o Recife foi o filho de Sebastiana, Valdison. Às 8h10 (horário de Brasília), um avião do governo da Bahia, equipado com Unidade de Terapia Intensiva Móvel, levou o rapaz até a capital pernambucana.
Segundo Gilmar Vasconcelos, diretor-geral do Hospital Geral de Jequié, Valdison sofreu trauma na medula. Ele se encontra sob os cuidados da equipe médica do Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife.
FALHA
Uma falha da Prefeitura de Jequié quase comprometeu o trabalho dos médicos e causou muito constrangimento. Quando a ambulância que levava Valdison chegou ao Aeroporto Vicente Grilo, o portão de acesso estava trancado. E assim continuou por quase dez minutos. Isso porque, segundo representantes da prefeitura, o guarda municipal de plantão não se encontrava no local do trabalho. Segundo o prefeito Luiz Amaral, a ocorrência será apurada. Para permitir a entrada do veículo, o cadeado teve de ser quebrado com uma alavanca e uma chave de boca.
No fim da tarde, outras duas vítimas seguiram para o Recife: Ailson Pereira da Silva e Damião da Silva Pereira, segundo informou Gilmar Vasconcelos. De acordo com ele, outros pacientes deverão receber alta hospitalar hoje.
A transferência dos corpos da Bahia para Pernambuco também começou na manhã de ontem. Eles foram levados do Aeroporto de Vitória da Conquista para Caruaru, de onde seguiram para Buíque, trasladados em dois aviões, um cedido pela Força Aérea Brasileira (FAB) e outro pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Dos 33 cadáveres, 23 passaram por necropsia no Instituto de Medicina Legal (IML) de Vitória da Conquista. Os outros 10, no IML de Jequié.
O corpo do motorista do coletivo, Ivo Élio Alves, 49, não chegou a ser removido para Caruaru porque a família preferiu levá-lo diretamente a Petrolina, sua terra natal.
Fonte:JC
Nenhum comentário :
Postar um comentário