Cerca de R$ 3,5 bilhões devem ser
movimentados em todo o Brasil pelo setor, que deve impulsionar geração
de empregos com a liberação da propaganda política a partir desta
sexta-feira (6)
| Hoje, o setor gráfico brasileiro abarca 222 mil trabalhadores. Expectativa é dobrar esse número com o início da campanha. Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press |
Hoje, o setor gráfico brasileiro abarca 222 mil trabalhadores. Mas, durante o período de campanha, esse número deve aumentar em até 50%. É o que a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf-PE) prevê para estes três meses que antecedem as eleições. De acordo com o presidente da Abigraf-PE, Eduardo Mota, os produtos mais requisitados pelos candidatos à prefeitura são cartazes, santinhos e adesivos diversos, entre eles as praguinhas (de formato redondo, usados em roupas).
“Em municípios pequenos, em que um candidato a prefeito é eleito com cerca de 500 votos, geralmente são produzidos 200 mil santinhos, 20 mil praguinhas, 10 mil cartazes e cerca de mil adesivos de carro”, afirma Mota. Ainda segundo ele, nas grandes cidades, a demanda é de, aproximadamente, 10 milhões de santinhos, 2 milhões de praguinhas, 200 mil cartazes e 50 mil adesivos de carro. Por outro lado, o candidato a vereador que pretende atuar nas grandes cidades chega a encomendar 200 cavaletes — que devem ter tamanho de 1x2m — e 400 faixas.
| Produtos mais procurados são cartazes, santinhos e adesivos. Foto: Junot Lacet/DB/D.A Press |
“Hoje, são muitos os candidatos que estão em começo de carreira ou que ainda não se estabeleceram no cenário político. É essa maioria ainda desprovida de recursos que busca produzir o material de campanha em micro e pequenas empresas, tendo em vista o baixo custo”, explica o analista.
E dentro desse quadro, figura a Max Brindes, que desde o dia cinco de maio prepara sua área física para a nova temporada. Segundo o gerente comercial da empresa, Romero Amorim, o lucro em período eleitoral aumenta, em média, 30%. Quanto à formação de empregos temporários, destaca-se o setor de produção. “Tínhamos 26 funcionários, e, para atender à nova demanda, esse número pulou para 34”, revela Amorim.
Não só o capital humano aquece as vendas: no caso da Max Brindes, uma nova máquina de impressão digital foi adquirida, o que promete agilizar a produção. “Em média, vamos produzir 100 milhões de praguinhas, 50 milhões de santinhos, 30 milhões de adesivos e 20 mil banners”, estima o gerente.
Mas os pequenos e microempresários que ainda não sabem como se preparar para lucrar nesta época devem prestar atenção às dicas do analista de orientação empresarial do Sebrae. De acordo com Valdir, é preciso, primeiramente, que a empresa providencie o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). “O CNPJ é imprescindível, uma vez que a empresa precisa emitir notas fiscais para que o político preste contas ao partido”, diz o analista.
Ainda segundo ele, aqueles que buscam fazer da pequena empresa um reconhecido negócio devem começar buscando exercer a imparcialidade. Cavalcanti afirma que o empresário apartidário tem maior probabilidade de fechar negócios com os distintos segmentos políticos. “Além do mais, o pequeno e microempresário que quer se diferenciar deve buscar identificar peças publicitárias que fujam à mesmice. Soluções inovadoras atraem o cliente”, recomenda.
E para que os prazos estabelecidos sejam respeitados, Valdir sugere que as empresas promovam um planejamento. “Tudo que vai ser confeccionado deve ser colocado no papel. Esse é um dos grandes segredos da pontualidade”, finaliza.
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2012/07/05/internas_economia,383387/com-o-inicio-da-campanha-eleitoral-mercado-grafico-espera-faturar-ate-15-mais.shtml
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