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sábado, 29 de dezembro de 2012

Consumo de energia cresce 6,3% em novembro



Agência Brasil (Rio de Janeiro) – O consumo de energia elétrica no país cresceu 6,3% em novembro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados hoje (28) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, foram consumidos no mês passado 38,7 mil gigawatts-hora (GWh).

A maior alta no consumo foi observada no setor de comércio e serviços, que teve aumento de 13,7%. Foi o maior crescimento registrado em meses de novembro desde 2005. Segundo a EPE, o aumento do consumo é resultado da ocorrência de temperaturas mais elevadas no país neste mês e do esforço do comércio em investir na climatização de lojas e escritórios.

O calor acentuado também foi o principal motivo para o crescimento de 9,9% no consumo de energia elétrica pelo setor residencial. “O aumento da renda e a estabilidade no emprego são fatores que explicam o aumento estrutural do consumo das famílias: aumentou o estoque de eletrodomésticos nas residências, especialmente de condicionadores de ar.

A expectativa de recordes nas vendas do setor de climatização residencial sugere uma participação crescente desses equipamentos”, informa a nota divulgada pela EPE.

A indústria respondeu por grande parte do consumo em novembro (15,5 mil GWh), mas o crescimento do setor foi muito pequeno: 0,2%. O resultado reflete o desempenho de estabilidade da produção industrial no país.


Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=69327

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Em combate à Seca, Governo entrega cisternas



Governador Eduardo Campos participou de solenidade no município de Sanharó (Foto: Lula Correia/Sara)











A primeira cisterna do Projeto Pernambuco Mais Produtivo chegou ao Agreste do Estado. O governador Eduardo Campos (PSB) fez a entrega do equipamento no distrito de Cajueiro II, em Sanharó, nesta quarta-feira (28), em solenidade realizada com a presença de quase 400 agricultores. A iniciativa está orçada em R$ 165 milhões – um convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social – e prevê a construção de 15,5 mil reservatórios, com capacidade de 52 mil litros. Desses, 150 são para o município que abrigou a solenidade.

“Estamos vivendo um tempo de estiagem muito duro, a pior dos últimos 70 anos, e precisamos legar as próximas gerações ações que pensem o futuro. Em 2007, tínhamos 30 mil cisternas no mundo rural. Em quase seis anos de governo, chegamos a 60 mil”, destacou o governador. Sanharó vai receber também 1.061 cisternas de 16 mil litros, previstas no novo convênio entre Ministério do Desenvolvimento Social e ProRural. O programa visa ampliar o acesso à água para melhorar a capacidade produtiva de 17.080 sistemas familiares, atendendo aproximadamente 85.400 pessoas.

O programa contempla ainda a construção de mil terreiros de secagem, 150 tanques de pedra, 40 cisternas telhadão, 40 barreiros lonados, a realização de nove seminários regionais, 50 visitas de intercâmbio, além da capacitação de 17 mil pessoas, em todo o Semiárido pernambucano. “Essa é uma ação integrada com foco em dois eixos fundamentais, a inclusão dos serviços de acesso à água e a inclusão produtiva. É um esforço na busca da universalização do serviço no mundo rural”, afirmou Ranilson Ramos.

Abastecimento

Na ocasião, o governador assinou ainda um convênio no valor de R$ 690 mil para a construção de uma nova adutora para o abastecimento d’água da comunidade de Boi Manso, também em Sanharó. Cerca de 450 famílias rurais serão beneficiadas com a ação. “Esse é um passo muito importante para a vida de muitos, principalmente mulheres e crianças, que terão suas vidas afetadas diretamente”, disse Neilda Pereira, da Organização da Articulação do Semi-Árido.

“Nossa atitude é de não se afastar do problema, mas de enfrentá-lo. Vamos seguir firme e realizar essa travessia até, se Deus assim permitir, as chuvas do mês de março”, ressaltou Eduardo, garantindo que voltará à região na próxima semana com novas ações.


Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=63460

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Barbosa quer extinção da Justiça Militar em Estados



AE – Na primeira sessão no comando do Conselho Nacional de Justiça, o ministro Joaquim Barbosa indicou ser favorável às investigações patrimoniais abertas contra magistrados suspeitos de irregularidades e afirmou que a Justiça Militar dos Estados poderia ser extinta. São duas manifestações que o aproximam das bandeiras que já eram defendidas pela ex-corregedora Nacional de Justiça Eliana Calmon, com quem ele se reuniu no início da tarde desta terça-feira (27) para discutir a situação do CNJ.

As investigações patrimoniais abertas por Eliana Calmon geraram uma crise entre ela e o então presidente do CNJ, Cezar Peluso. E as apurações estavam paradas em razão de pedidos de vista do conselheiro Tourinho Neto. Nesta terça, quando o caso voltou a ser discutido, o conselheiro Silvio Rocha defendeu a anulação de todas as investigações, pois os sigilos dos magistrados teriam sido quebrados pela Corregedoria sem autorização judicial.

Ao embasar sua tese, Rocha citou decisão do ministro Joaquim Barbosa, impedindo o Tribunal de Contas da União (TCU) a quebrar sigilos sem autorização judicial para investigações. Barbosa rebateu: “Eu noto que o conselheiro Silvio Rocha equipara o Conselho Nacional de Justiça ao Tribunal de Contas da União, esquecendo-se de que o CNJ figura no capítulo do poder Judiciário”. Barbosa não avançou na discussão, pois houve novo pedido de vista. Mas indicou que apoiará as investigações abertas contra magistrados cujos patrimônios são incompatíveis com seus salários.

As investigações sobre a evolução patrimonial de magistrados desencadeou uma crise entre Eliana Calmon, tribunais e associações de classe da magistratura. Uma decisão liminar do Supremo chegou a interromper a investigação nas folhas de pagamento de tribunais, apuração que se valia também de dados fornecidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Na sessão desta terça, Joaquim Barbosa enfrentou outra polêmica: a existência de tribunais militares em três Estados – São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A produtividade dos tribunais e o volume de recursos despendidos anualmente levaram o ministro a dizer que esses tribunais poderiam ser extintos. “Uma justiça que poderia muito bem ser absorvida pela justiça comum, porque não há qualquer necessidade de sua existência”, afirmou Joaquim Barbosa.
Os dados do CNJ mostram que o orçamento dos tribunais militares estaduais supera R$ 96,4 milhões, enquanto o número de processos é de 6.087. Em Minas Gerais, caso que estava sendo julgado, mesmo com orçamento de R$ 31 milhões e com média de 322 processos por ano por magistrado, dois juízes são processados por negligência por deixarem prescrever 274 processos criminais somente em 2010.

“Os números, para além de obrigar o CNJ a examinar a responsabilidade disciplinar dos magistrados que permitiram a prescrição de tantos crimes militares, nos impõem uma reflexão sobre a eficiência e a produtividade da justiça militar estadual”, afirmou o conselheiro Bruno Dantas. Os dados levaram o presidente do Conselho a defender estudos sobre a produtividade dos tribunais militares, deixando de fora do levantamento o Superior Tribunal Militar (STM). “Vai ser proposta a criação de uma comissão ou talvez eu peça para o departamento de estatística do conselho para fazer um estudo preliminar e só depois desse estudo preliminar é que talvez eu designe uma comissão para fazer propostas mais concretas”, afirmou.

E mesmo com esses recursos, indicou o conselheiro Bruno Dantas, a taxa de produtividade é baixa. Em Minas Gerais, caso que estava sob julgamento, os juízes têm à disposição orçamento de R$ 31 milhões para julgar 2.643 processos.


Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=63172

terça-feira, 19 de junho de 2012

Direção nacional do PT contra troca

Intenção é manter a candidatura de Humberto Costa à Prefeitura do Recife

 


Geraldo Magela/Agência Senado
SENADOR continua tendo apoio, apesar da especulação sobre João Paulo

A possível troca da cabeça de chapa do PT na sucessão do Recife, cujas especulações ganharam força nos últimos dias, não passa pela cabeça dos dirigentes nacionais do partido. Pelo menos é o que garante o presidente da Comissão de Ética do PT, Francisco Rocha da Silva, o Rochinha. Segundo ele, seria uma surpresa se a cúpula petista, responsável pela indicação do senador Humberto Costa como candidato à Prefeitura do Recife, aprovasse, durante a reunião na próxima segunda-feira, em Brasília, a troca pelo deputado João Paulo. “Cada um tem o direito de pensar e dizer o que quer, mas do ponto de vista político, isso é totalmente improcedente”, cravou Rochinha.

Tal estratégia começou a ser discutida, na semana passada, após sinalizações claras de que o governador Eduardo Campos (PSB) poderia lançar um candidato socialista, sob alegação de que o PT não conseguiu unir a Frente Popular. O senador Armando Monteiro Neto (PTB), que no início do ano liderou, junto com outros cinco partidos, um movimento alternativo, avalizou a postura do governador, assim como outros 14 dos 18 partidos da coligação, além do próprio PT.


Diante desse cenário, a pré-candidatura de Humberto sofreria um isolamento que seria incompatível para um senador eleito há dois anos com mais de três milhões de votos, sendo 500 mil no Recife. Para evitar um desgaste para a figura do petista e inverter o jogo, o nome do ex-prefeito voltou à tona. João Paulo liderou todas as pesquisas de intenções de voto no ano passado, e ainda há um argumento de peso, lançado por um petista local, que pediu reserva: “Como João da Costa passou pelas prévias, que foram anuladas pela nacional, e Humberto foi indicado como candidato, o prefeito teria argumentos para não pedir votos para o senador junto à sua equipe. Mas com João Paulo é diferente. Todo mundo sabe que foi ele que elegeu João da Costa, e ainda tem aliados ocupando cargos na Prefeitura. O prefeito não poderia impedir apoios a João Paulo, pois seria apontado como culpado na briga com o ex-padrinho”.


Porém, as novas conjunturas do cenário local, aparentemente, ainda não teriam chegado a Brasília, segundo afirmou Rochinha. O dirigente petista reforça que o diretório analisará o recurso do prefeito João da Costa, que pede a revisão da decisão da executiva pela indicação de Humberto. “Não dá para adivinhar o voto dos 84 membros do diretório, mas é muito improvável qualquer substituição de candidato. O recurso vai ser acatado para a discussão e votado. Mas mudar o candidato seria improcedente, seria uma surpresa”, declarou Rochinha. “Nós queremos que a Frente Popular continue unida no Recife. Me sentiria extremamente feliz que o governador revisse a posição e tivéssemos Humberto como candidato da Frente. Mas, se isso não ocorrer, não será o fim do mundo”, avisou.

Fonte:http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2012/junho/19_06_2012/0112.html