Por Mayara Cavalcanti
Da Folha de Pernambuco
Da Folha de Pernambuco
A partir da próxima terça-feira, 1,54 milhão pessoas que moram nos
municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço
da Mata serão afetadas pela falta d’água. A paralisação vai acontecer
devido às obras da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para a
Copa do Mundo de 2014. Por isso, todo o Sistema Tapacurá será
desativado. Cerca de 240 mil pessoas que residem em alguns bairros de
Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes ficarão sem água até o domingo
seguinte, dia 15. Já o Recife e São Lourenço da Mata serão atingidos
parcialmente.
Durante os seis dias, 320 metros de uma adutora de 27 quilômetros de
comprimento, que corta o terreno no qual está sendo edificada a Arena
Pernambuco e uma parte da BR-408, será enterrada, pois atualmente é
aparente, e terá seu material trocado, de concreto para o aço. Esta é
apenas a primeira parte da obra, que pretende substituir, no total, 1,8
quilômetro da adutora, até o mês de agosto deste ano. “Da maneira como
se encontra, a adutora está atrapalhando tanto as obras da Arena
Pernambuco, quanto da duplicação da BR-408. A mudança não ocasionará na
ampliação da oferta de água, mas aumentará a durabilidade”, relatou o
diretor Regional Metropolitano da Compesa, Rômulo Aurélio Souza.
De acordo com o diretor, a previsão é que o serviço dure apenas 48
horas, mas o processo de preenchimento da adutora é demorado, devido a
sua extensão. Para o município de Recife, o regime será de rodízio, ou
seja, 20 horas com abastecimento e 28 horas, sem. Em alguns bairros de
Camaragibe e em em toda São Lourenço da Mata, serão 24 horas com água e
24 horas, sem. Em 12 bairros situados em locais mais altos de Camaragibe
e no bairro de Jaboatão Centro, em Jaboatão dos Guararapes, o
abastecimento será completamente interrompido.
A dona de casa Josefa Gervásio, 61, que mora no bairro de Santa
Mônica, em Camaragibe, um dos lugares que ficará sem água durante os
cinco dias, não acha que a paralisação vai atrapalhá-la. “São quatro
pessoas, mas temos uma caixa d’água grande para juntar. Fica mais
complicado para a minha filha, que tem um salão de beleza, mas não acho
que vai ser tão ruim”, afirmou. Já o vizinho dela, o técnico de máquina
Israel das Chagas, 48, está adiantando alguns serviços para que a
interrupção não o atrapalhe. “Vamos lavar todas as roupas até lá, e a
sorte é que temos vários lugares para armazenar água”, relatou.
O diretor Regional Metropolitano da Compesa sugere que a população
acumulasse água. “Para as pessoas que serão atingidas, aconselhamos que
comecem a juntar água e a racionalizar seu uso. Para os serviços que não
podem parar, como hospitais e escolas, teremos um serviço de
atendimento emergencial”, relatou Rômulo Aurélio Souza. “É uma operação
complicada, por isso vai demorar tanto. Nos bairros que ficarão
totalmente sem água, vai ser assim porque são abastecidos exclusivamente
pelo Sistema Tapacurá. Já os outros que estarão no rodízio têm o
auxílio dos sistemas Pirapama e Alto do Céu”, acrescentou o gestor.
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