segunda-feira, 9 de julho de 2012

Mais de 1,5 milhão sem água na RMR


 
Por Mayara Cavalcanti
Da Folha de Pernambuco

A partir da próxima terça-feira, 1,54 milhão pessoas que moram nos municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata serão afetadas pela falta d’água. A paralisação vai acontecer devido às obras da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para a Copa do Mundo de 2014. Por isso, todo o Sistema Tapacurá será desativado. Cerca de 240 mil pessoas que residem em alguns bairros de Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes ficarão sem água até o domingo seguinte, dia 15. Já o Recife e São Lourenço da Mata serão atingidos parcialmente.

Durante os seis dias, 320 metros de uma adutora de 27 quilômetros de comprimento, que corta o terreno no qual está sendo edificada a Arena Pernambuco e uma parte da BR-408, será enterrada, pois atualmente é aparente, e terá seu material trocado, de concreto para o aço. Esta é apenas a primeira parte da obra, que pretende substituir, no total, 1,8 quilômetro da adutora, até o mês de agosto deste ano. “Da maneira como se encontra, a adutora está atrapalhando tanto as obras da Arena Pernambuco, quanto da duplicação da BR-408. A mudança não ocasionará na ampliação da oferta de água, mas aumentará a durabilidade”, relatou o diretor Regional Metropolitano da Compesa, Rômulo Aurélio Souza.

De acordo com o diretor, a previsão é que o serviço dure apenas 48 horas, mas o processo de preenchimento da adutora é demorado, devido a sua extensão. Para o município de Recife, o regime será de rodízio, ou seja, 20 horas com abastecimento e 28 horas, sem. Em alguns bairros de Camaragibe e em em toda São Lourenço da Mata, serão 24 horas com água e 24 horas, sem. Em 12 bairros situados em locais mais altos de Camaragibe e no bairro de Jaboatão Centro, em Jaboatão dos Guararapes, o abastecimento será completamente interrompido.

A dona de casa Josefa Gervásio, 61, que mora no bairro de Santa Mônica, em Camaragibe, um dos lugares que ficará sem água durante os cinco dias, não acha que a paralisação vai atrapalhá-la. “São quatro pessoas, mas temos uma caixa d’água grande para juntar. Fica mais complicado para a minha filha, que tem um salão de beleza, mas não acho que vai ser tão ruim”, afirmou. Já o vizinho dela, o técnico de máquina Israel das Chagas, 48, es­tá adiantando alguns ser­viços para que a interrupção não o atrapalhe. “Va­­mos la­­var todas as roupas até lá, e a sorte é que te­mos vários lugares para armazenar água”, relatou.

O diretor Regional Metropolitano da Compesa sugere que a população acumulasse água. “Para as pessoas que serão atingidas, aconselhamos que comecem a juntar água e a racionalizar seu uso. Para os serviços que não podem parar, como hospitais e escolas, teremos um serviço de atendimento emergencial”, relatou Rômulo Aurélio Souza. “É uma operação complicada, por isso vai demorar tanto. Nos bairros que ficarão totalmente sem água, vai ser assim porque são abastecidos exclusivamente pelo Sistema Tapacurá. Já os outros que estarão no rodízio têm o auxílio dos sistemas Pirapama e Alto do Céu”, acrescentou o gestor.

Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=34762

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