Várias pessoas em Pernambuco aguardam na fila de espera por um transplante
No último mês, a família de José Heraldo Alves de Andrade, menino de
dois anos que morreu devido a uma picada de escorpião, autorizou a
doação dos órgãos da criança. A dor da perda do filho despertou na dona
de casa Rosinete Maria da Silva a consciência de que seu caçula poderia
salvar outras vidas e, assim, manter-se eternizado. Por isso, ela
autorizou que os rins e as córneas dele fossem transplantados. Um
exemplo que é esperado por várias pessoas que estão na lista de espera
por transplantes de Pernambuco. O menino devolveu a saúde a três
pessoas.
Os rins de Heraldinho já foram transplantados em um adolescente de 15 anos, enquanto que as córneas serão colocadas em uma criança de 9 anos e em uma mulher de 28, ambas esperam na lista de transplantes desde 2011. Para a coordenadora da Central de Transplantes do Estado, Zilda Cavalcanti, a morte de uma criança é dolorosa para toda a família e, para algumas, levanta reflexões. “É algo muito emblemático. É preciso ressaltar a nobreza do ato de uma mãe que perde um filho, mas que, mesmo com a dor, autoriza a doação dos órgãos. Esse é um gesto que vai repercutir muito na melhora da qualidade de vida de outras pessoas”, pontuou Zilda.
De acordo com a assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, a iniciativa do transplante depende do possível doador. Esta intenção deve ser declarada à família. Ainda segundo a assessoria, no caso de ser declarada a morte encefálica do paciente, cabe à família informar ao médico responsável o desejo de disponibilizar os órgãos do ente para transplantes. Após a assinatura do termo de autorização do procedimento, a Central de Transplantes encaminha o órgão a um receptor compatível, respeitando a ordem da lista de espera do Estado. A Secretaria recomenda que a decisão seja tomada rapidamente para que o transplante aconteça com sucesso.
CASO
Os rins de Heraldinho já foram transplantados em um adolescente de 15 anos, enquanto que as córneas serão colocadas em uma criança de 9 anos e em uma mulher de 28, ambas esperam na lista de transplantes desde 2011. Para a coordenadora da Central de Transplantes do Estado, Zilda Cavalcanti, a morte de uma criança é dolorosa para toda a família e, para algumas, levanta reflexões. “É algo muito emblemático. É preciso ressaltar a nobreza do ato de uma mãe que perde um filho, mas que, mesmo com a dor, autoriza a doação dos órgãos. Esse é um gesto que vai repercutir muito na melhora da qualidade de vida de outras pessoas”, pontuou Zilda.
De acordo com a assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, a iniciativa do transplante depende do possível doador. Esta intenção deve ser declarada à família. Ainda segundo a assessoria, no caso de ser declarada a morte encefálica do paciente, cabe à família informar ao médico responsável o desejo de disponibilizar os órgãos do ente para transplantes. Após a assinatura do termo de autorização do procedimento, a Central de Transplantes encaminha o órgão a um receptor compatível, respeitando a ordem da lista de espera do Estado. A Secretaria recomenda que a decisão seja tomada rapidamente para que o transplante aconteça com sucesso.
CASO
O menino Heraldinho foi picado por um escorpião onde morava em Olinda. A criança foi socorrida, mas não resistiu. Ainda no hospital, a mãe dele e o padrasto, manifestaram a vontade de doar os órgãos do menor. O padrasto revelou que a decisão surgiu do desejo de ver outra pessoa ser salva pela criança. “Foi a maneira que encontramos de mante-lo vivo”, desabafou Washington José.
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