Senador sugeriu que todos os parlamentares do Congresso fossem investigados (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)










Um dia depois do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki anunciar que pode haver um número grande, inclusive de parlamentares federais, envolvidos no esquema da operação Lava Jato, o senador Humberto Costa (PT) informou que se avance nas investigações para separar o “joio do trigo”.
“É importante que o Ministério Público faça isso logo. Eu achei excelente essa ideia do Janot, de que criar uma força tarefa, juntar seis ou sete procuradores e correr com isso. Caso contrário, nós vamos passar ai seis meses, oito meses, por exemplo, pode estar o presidente da Câmara ou do Senado envolvido e ninguém sabe”, relatou o petista, se referindo ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta quinta-feira (22).
Segundo Humberto, o ideal era que todos os parlamentares fossem investigados. “Até para aqueles que não tem nada receberem um atestado de idoneidade. Ou, se entender que não deve investigar todos, arquivar aqueles contra os quais não há a menor prova, qualquer indício do que quer que seja e levar para julgamento no Supremo (Tribunal Federal)”, disse.
Em sua opinião, não há necessidade da criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Segundo ele, as investigações já passaram para o âmbito jurídico e, se voltar a ser discutido no Congresso, será retida apenas a uma discussão política.
“Essa questão da Petrobras não é nem mais investigação, já está judicializada, já vão sair sentenças. Então nós vamos abrir uma nova CPI para quê? Para ficar na mesma discussão política? Eu pergunto: qual foi a descoberta que essa CPI, que acabou agora no final do ano, fez diferente do MPF? Agora, assunto político teve. Então, na verdade, há um espaço de disputa política”, afirmou Humberto.
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