terça-feira, 22 de outubro de 2013

Estados Unidos dizem que todos os países espionam


Agência Lusa (Washington) – A porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos, Caitlin Hayden, disse hoje (21) que “todas as nações conduzem operações de espionagem”. A afirmação foi feita depois de o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, declarar nesta segunda que estava “profundamente chocado” com os relatórios de que a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) monitorou secretamente 70,3 milhões de conversas telefônicas com a França e exigiu uma explicação.

A Casa Branca, em linha com a sua habitual postura, declinou de comentar as acusações. “Por uma questão de política, tornamos claro que o tipo de serviços de informação estrangeira dos Estados Unidos são do tipo utilizado por todas as nações”, disse a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança.

“Como o presidente [Barack Obama] disse no seu discurso na Assembleia Geral da ONU, começamos a rever a forma como recolhemos informação, para equilibrar adequadamente as preocupações legítimas de segurança dos nossos cidadãos e dos nossos aliados relativamente às questões de privacidade que todas as pessoas partilham”, disse Caitlin.

Ayrault disse durante uma viagem à Dinamarca que estava “incrédulo que um país aliado como os Estados Unidos chegasse ao ponto de espiar comunicações privadas, que não têm justificativa estratégica, sem justificativa baseada na defesa nacional”.

O embaixador norte-americano na França, Charles Rivkin, foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros em Paris em protesto, com base em informações do ex-analista de segurança norte-americano Edward Snowden, publicadas pelo Le Monde e o semanário alemão Der Spiegel.

O governo francês pediu ao embaixador dos Estados Unidos garantias de que a intercepção de comunicações francesas deixou de ser feita, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, depois de novas revelações sobre espionagem norte-americana.

O embaixador norte-americano, Charles Rivkin, foi chamado ao Quai D’Orsay, com caráter de urgência, depois de o jornal Le Monde noticiar, na sua página de internet, que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos fez 70,3 milhões de registos de dados telefônicos de franceses em um período de 30 dias, entre o final de 2012 e princípio de 2013.


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