sexta-feira, 25 de maio de 2012

Saneamento vai sair após três anos de estudo

Empresa que vencer a licitação fará com a Compesa obras de R$ 4,5 bi em 14 cidades

 


Andréa Rêgo Barros/SEI
GOVERNADOR: servidores podem investir parte do fundo de pensão na PPP
 
 
Foram mais três anos estudando os detalhes de uma Parceria Público-Privada (PPP) até o anúncio da liberação do edital de licitação da PPP do Saneamento, encabeçado pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). A publicação, que sai hoje no Diário Oficial do Estado (DOE), foi adiantada pelo governador Eduardo Campos, durante a abertura da segunda reunião ordinária da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe), que está acontecendo no Recife. O investimento estimado é de R$ 4,5 bilhões, dos quais 70% serão de responsabilidade da instituição privada e os 30% restantes de contrapartida do Governo do Estado.

O grande objetivo da PPP do Saneamento é a universalização do saneamento público de 14 municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR) e de Goiana, beneficiando quatro milhões de pessoas. A empresa vencedora da licitação terá direito de explorar o setor durante 35 anos, tendo que cumprir o prazo de 12 anos para a universalização do saneamento básico. Sairá vencedora do trâmite de licitação aquela empresa que pedir o menor percentual dos lucros obtidos através da rede. O teto máximo estipulado pela Compesa é de 90%.

Campos explicou que a decisão pela PPP foi devido à falta de verba pública. “Se alguém aparecesse com R$ 4,5 bilhões a fundo perdido (sem reembolso), nós mesmos faríamos a obra, por meio da Com­pesa. Como isso não existe, e queremos fazer a universalização nesse prazo de 12 anos, a solução é a PPP”, afir­mou. O governador também soltou uma “indireta” pa­­ra os servidores da compa­nhia. “Investir parte do fundo de pensão na PPP seria acreditar nesse projeto”, pontuou.

O presidente da Compesa, Roberto Tavares, pareceu concordar com o chefe do executivo. “Não acredito que isso seria um problema. Basta falarmos com a empresa vencedora da licitação ou colocar um adendo no edital, dizendo que haverá essa participação. Essa é uma possibilidade que realmente será conversada”, disse Tavares. O órgão da previdência dos servidores é a Comprev - Fundação Compesa de Previdência e Assistência.

Além disso, o governador prestou apoio a um dos principais pleitos da Aesbe: a isenção de PIS/Cofins das companhias de esgotamento. Caso a presidente Dilma Rousseff venha a acatar o pedido, a Compesa teria R$ 60 milhões anuais para melhoria de distribuição.

Fonte:http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2012/Maio/25_05_2012/0068.html

 

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